Operação Diamante: A história de como a Força Aérea de Israel adquiriu um MIG-21

Após tentativas que não deram certo, o Mossad, em 1966 conseguiu adquirir um caça MIG-21 Iraquiano

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Concepação artistica digital, que recria o momento em que caças Mirage da IAF escoltam o MIG-21 pilotado pelo Capitão Munir sobre espaço aéreo israelense

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A Operação Diamante ocorrida em meio a Guerra Fria (iniciou em 1963 e terminou em agosto de 1966), foi uma operação concebida, planejada e executada pelo serviço de inteligência israelense, o Mossad. O objetivo da operação era, conseguir um caça de fabricação soviética MIG-21, que à época era a aeronave mais avançada do arsenal soviético disponível.

O MIG-21 foi a aeronave militar soviética mais avançada da década de 1960 e era comumente utilizado pelas forças aéreas árabes e aliadas soviéticas na Ásia, tornando-se assim, a principal ameaça às forças aéreas ocidentais na época. Consequentemente, a Força Aérea de Israel (IAF, em inglês) e as unidades de inteligência, há muito procuravam obter um caça desse.

blankO plano para conseguir um caça operacional MIG-21 deu inicio em meados em 1963. Inicialmente, o Mossad tentou uma operação no Egito, liderada pelo agente do Mossad, Jean Thomas. O plano de Thomas era pagar a um piloto de caça egípcio US $ 1 milhão para roubar um avião e levá-lo até Israel.

O tiro saiu pela culatra, com o piloto denunciando Thomas às autoridades egípcias, resultando em sua prisão e uma missão fracassada. A segunda tentativa de se obter um MIG-21 ocorreu no Iraque, e falhou depois que agentes do Mossad agrediram fisicamente dois pilotos iraquianos na tentativa de silenciá-los quando se recusaram a cooperar.

blankSeguindo uma dica de um judeu nascido no Iraque, o Mossad entrou em contato com o piloto de caça cristão iraquiano, Munir Redfa, que se encontrava desiludido por causa do mau tratamento que sofreu como cristão nas forças armadas iraquianas. Ele estava especialmente irritado por ser forçado a atacar alvos curdos-iraquianos.

Sentia-se frustrado com as crescentes pressões que o governo iraquiano estava impondo a ele e a outros cristãos maronitas. Alguns de seus amigos já haviam sido presos e ele estava encontrando dificuldades para administrar seus negócios. Ele mencionou a agentes do Mossad que gostaria de deixar o país.

Assim foi contatada uma agente importante em Bagdá, uma mulher americana, e por ordem de Israel ou por sua própria iniciativa (fontes do conflito) ela decidiu fazer contato com Munir Redfa.

blankEm negociações clandestinas na Europa, o governo israelense ofereceu US$ 1 milhão, cidadania israelense para ele e sua família, e garantiu emprego em tempo integral em Israel.

Depois de visitar Israel secretamente para ver o campo de aviação onde ele estaria pousando, participando de várias reuniões com o pessoal da Força Aérea Israelense e recebendo um plano seguro para remover sua família do Iraque, Redfa desertou com seu MIG-21.

Em 16 de agosto de 1966, o piloto de caça iraquiano Munir Redfa, escoltado por dois jatos israelenses Mirage, pousou um MIG-21 da Força Aérea Iraquiana na Base Aérea de Hatzor em Israel.

blankA operação foi um sucesso. Americanos e israelenses estudaram a aeronave, a fim de entender sua funcionalidade, fraqueza e força. Os dados apurados foram fundamentais para auxiliar a IAF, a garantir a superioridade aérea sobre os árabes durante a Guerra dos Seis Dias.

Posteriormente o caça foi renumerado como 007, pela IAF. Em 1967 o ator, Sean Connery, realizou uma visita a Israel e conheceu o MIG-21. Na época o ator fazia grande sucesso no papel do agente secreto, James Bond (007).



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