Operação Verde Brasil 2 completará três meses de atuação na Amazônia

Tripulação da Marinha do Brasil sobrevoa região do Pantanal efetuando reconhecimento de àreas de queimadas. Imagem via Marinha do Brasil/6 Distrito Naval/.

Nesta terça-feira (11), a Operação Verde Brasil 2 completa três meses de ações preventivas e repressivas contra delitos ambientais, direcionadas ao desmatamento ilegal e focos de incêndio, na Amazônia Legal. Em 11 de maio deste ano, o Governo Federal deflagrou a operação para combater focos de incêndio, desmatamento e garimpo ilegal na região.

Como forma de combater crimes ambientais, desde o início da Verde Brasil 2, integrantes das Forças Armadas, integrados com agentes de órgãos ambientais, executam inspeções navais, terrestres, vistorias e revistas em embarcações, além do combate a focos de incêndio.

No domingo (09), militares do Comando Conjunto Norte (CCjN) combateram novos focos de incêndio na extensão da Serra Sul, região de Flona Carajás, na localidade de Canaã dos Carajás, Pará. A atividade foi desenvolvida por integrantes do 52° Batalhão de Infantaria de Selva (52ºBIS).

O Comando Conjunto Amazônia (CCjA) prosseguiu com inspeção em rios da Região Amazônica, abrangendo cidades dos estados do Amazonas, Acre, Roraima e Rondônia. As atuações ocorreram por meio dos Navios-Patrulha Fluviais de Rondônia, com meios das capitanias pertencentes ao 9º Distrito Naval. As atividades consistiram na abordagem e revista de 126 embarcações, sendo que 19 delas foram autuadas e 10 apreendidas.

No âmbito do Comando Conjunto Norte, foram realizadas inspeções navais, abrangendo várias localidades dos estados do Amapá, Pará e Maranhão, empregando meios do 4º Distrito Naval. No total, foram contabilizadas as inspeções de 78 embarcações, das quais 13 foram notificadas e quatro apreendidas.

Militares ainda apoiaram ações de fiscalização feitas por agentes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama) e da Força Nacional de Segurança Pública (FNSP), por meio do Comando Conjunto Oeste (CCjO). Eles atuaram contra crimes ambientais e no levantamento de áreas com queimadas na localidade de Querência, em Mato Grosso.

Recepção ao Ministro da Defesa no 52 BIS em Marabá-PA. Foto: Alexandre Manfrim/ MD.

Resultados

Desde a deflagração da Operação Verde Brasil 2, em 11 de maio, militares e agentes de órgãos parceiros realizaram 20,1 mil inspeções navais e terrestres, vistorias e revistas em embarcações, das quais 458 foram apreendidas. Nos postos de bloqueio e controle de estradas, foram retidos 177 veículos por irregularidades. Volume superior a 28,1 mil metros cúbicos de madeira ilegal também foi confiscado, bem como apreendidas 553 máquinas de serraria móvel, tratores, maquinário de mineração, balsas, dragas e acessórios. Até o momento, mais de R$ 407,2 milhões foram aplicados em multas e termos de infração.

Operação Verde Brasil 2

A Operação Verde Brasil 2 é coordenada pelo Ministério da Defesa. Está no escopo do Conselho Nacional da Amazônia (CNA), conselho regulado pela Vice-Presidência da República em apoio aos órgãos de controle ambiental e de segurança pública. A missão deflagrada pelo Governo Federal, em 11 de maio de 2020, visa ações preventivas e repressivas contra delitos ambientais na Amazônia Legal. A determinação presidencial para emprego das Forças Armadas em Garantia da Lei e da Ordem (GLO) foi publicada no Diário Oficial da União por meio do Decreto n° 10.341, de 6 de maio de 2020. Em 9 de julho, a GLO foi renovada até 6 de novembro, por meio do decreto presidencial 10.421.

Para cumprir a determinação presidencial, o Ministério da Defesa ativou três Comandos Conjuntos. São eles: Comando Conjunto Norte (CCjN), Comando Conjunto Amazônia (CCjA) e Comando Conjunto Oeste (CCjO). O Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE), da FAB, dá suporte às ações aéreas, em caráter permanente. Assim como na Operação Verde Brasil ocorrida em 2019, o Centro de Operações Conjuntas do Ministério da Defesa coordena as atividades a partir da capital federal. Ainda participam da missão integrantes da Polícia Federal, Policia Rodoviária Federal, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMbio), Força Nacional de Segurança Pública, Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) e Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam).

Por: Tenente Fraga, com informações dos Comandos Conjuntos

Fotos: Divulgação Forças Armadas

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