Ordem do dia alusiva a Mostra de Desarmamento da Fragata Niterói

 

MARINHA DO BRASIL

ESTADO-MAIOR DA ARMADA

                            Brasília, DF, 28 de junho de 2019.

ORDEM DO DIA Nº 01-3/2019

Assunto: Mostra de Desarmamento da Fragata “NITERÓI”

Em cumprimento ao disposto na Portaria nº 177, de 21 de junho de 2019, do Comandante da Marinha, realiza-se na presente data a Mostra de Desarmamento da Fragata “NITERÓI”.

Quinto Navio a serviço da Marinha do Brasil a ostentar este nome, ele faz referência à antiga capital do Estado do Rio de Janeiro. O primeiro Navio a ostentar este nome também foi uma fragata, incorporada em 1823, e que contribuiu decisivamente para a consolidação da Independência do Brasil, sendo o primeiro navio do, à época, voluntário JOAQUIM MARQUES LISBOA que, mais tarde, alcançaria o posto de Almirante e o título de Marquês de Tamandaré, hoje Patrono da nossa Marinha.

A atual Fragata “NITERÓI” foi construída nos estaleiros da Vosper Thornycroft, em Woolston – Southampton, Inglaterra. Sua quilha foi batida em 20 de janeiro de 1972 e foi lançada ao mar em 8 de fevereiro de 1974, iniciando as provas de mar em 8 de janeiro de 1976 e realizando a Mostra de Armamento em 20 de novembro de 1976, no cais nº 47 do porto de Southampton, Inglaterra.

O Ato de Incorporação foi publicado pelo Aviso nº 831, de 6 de setembro de 1976, do Sr. Ministro da Marinha, Almirante de Esquadra GERALDO AZEVEDO HENNING.

Inspiradas nas Fragatas Tipo 21, da Royal Navy, a Fragata “NITERÓI”, com notáveis avanços tecnológicos, logísticos e operacionais, representou uma nova era para a Marinha do Brasil.

A configuração original do navio incluía sofisticados sistemas, dos quais se destacavam os sistemas de mísseis guiados SEACAT, IKARA e EXOCET, além de recursos inéditos em nossa Força, como o processamento centralizado de informações de combate (CAAIS) e a troca automática de dados entre Navios.

Os sistemas de propulsão e geração de energia, automatizados e redundantes, conferiram aos navios da classe, ao longo do tempo, notável flexibilidade e disponibilidade.

O projeto das Fragatas da Classe “NITERÓI”, pioneiramente iniciado pela Fragata “NITERÓI”, promoveu uma transformação logística na Força, nos setores do material e do pessoal, que ainda hoje norteiam as atividades afetas à obtenção, manutenção e avaliação de desempenho de meios navais.

Em seus 42 anos e sete meses de incorporação à Armada brasileira, a “PIONEIRA”, alcançou as expressivas marcas de 2.929,5 dias de mar e 597.772,38 milhas náuticas navegadas e participou de inúmeras Operações, cabendo destacar as seguintes comissões: ASPIRANTEX, ADEREX, TROPICALEX, TEMPEREX, ESQUADREX, TORPEDEX, AFRICANA, UNITAS, FRATERNO, ATLASUR, CARIBEX, ALCATREX, HAITI, DRAGÃO, CABRÁLIA e IBÉRIA.

Realizou o primeiro lançamento de um míssil IKARA (1981) e sua aeronave orgânica realizou o primeiro lançamento do míssil SEA SKUA (1989). Em dezembro de 1994, realizou o translado dos restos mortais do Marquês de Tamandaré, para a cidade de Rio Grande.

Prestou apoio de socorro e salvamento em incidente da plataforma P-34, da Petrobrás (OUT2002), representou o País nas celebrações do bicentenário da vinda da Família Real Portuguesa para o Brasil (NOV2007) e foi o primeiro Navio da Marinha do Brasil visitado por um Presidente da República, em porto no exterior, por ocasião da posse do Presidente da República da Argentina (JUL1995).

A Fragata “NITERÓI” visitou diversos portos no litoral brasileiro e tremulou o Pavilhão Nacional em portos no exterior, tais como: Montevidéu, no Uruguai; Buenos Aires, Puerto Belgrano, Mar del Plata e Ushuaia, na Argentina; San Juan, em Porto Rico; Cape Town, na África do Sul; Halifax, no Canadá; Nova Iorque, nos Estados Unidos da América; Lisboa, em Portugal; Porto Príncipe, no Haiti; Cádiz, Las Palmas e Tenerife, na Espanha; Funchal, em Portugual; e Walvis Bay, na Namíbia.

Em sua singradura, recebeu dois troféus “Dulcineca”, um troféu “Uno Lima” e um troféu “Fixo Mage”, do Centro de Adestramento “Almirante Marques de Leão”; sete prêmios “Contato” concedidos pelo Centro Integrado de Segurança Marítima – antigo Comando do Controle Naval do Tráfego Marítimo – cinco troféus de “Distinção de Segurança da Aviação”, concedidos pelo Serviço de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos da Marinha, além de ter sido agraciada com a comenda da Ordem do Mérito Naval e a Medalha Mérito Tamandaré.

Ao arriar o Pavilhão Nacional pela última vez, ato solene que encerra a vida operativa da “PIONEIRA”, exaltamos todo o legado de profissionalismo, dedicação e camaradagem, que forjaram a alma desse inesquecível Navio. Sua história é uma narrativa vitoriosa, que permanecerá viva nas lembranças de suas tripulações.

À Fragata “NITERÓI”, à “PIONEIRA”: CADÊNCIA!
BRAVO ZULU!
VIVA A MARINHA!

CELSO LUIZ NAZARETH
Almirante de Esquadra
Chefe do Estado-Maior da Armada

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