Os Bastidores Da Volta Do Conflito Israel-Palestina

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A história da Palestina e de Israel nos alicerces atuais foi marcada por conflitos políticos frequentes e violências causadas pelas tempestuosas relações religiosas e territoriais da porção continental Leste do Mediterrâneo.

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Nos últimos 100 anos, esse conflito foi entre as comunidades árabe e judaica, que se enfrentaram sobre quem comanda a região e quem tem o direito de construir sua história. Nos séculos XIX e XX, por exemplo, o domínio otomano sobre a Palestina era forte, mas foi desmoronado logo após a Primeira Guerra Mundial.

A Palestina estava entre os antigos territórios otomanos colocados sob administração do Reino Unido pela Liga das Nações em 1922.

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Todos esses territórios eventualmente se tornaram estados totalmente independentes – exceto a própria Palestina. Em 1947, o Reino Unido entregou o “problema da Palestina” às Nações Unidas que por sua vez, em 1948, dividiu a região em dois mundos propriamente ditos, Israel e Palestina.

Temos, por exemplo, a região internacionalizada de Jerusalém que é dividida em Ocidental e Oriental, com disputa com West Bank (palestinos).

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No mesmo ano da divisão, Israel se elevou como nação independente e lutou na guerra Israel e palestina, aumentando seu território em mais de 77%, os árabes sofreram êxodo importante, invadindo outros setores controlados pela Jordânia e Egito, acentuando as tensões regionais.

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Em 1956, houve outro conflito, agora envolvendo o Egito que havia sofrido a “invasão de árabes” das regiões sob posse dos israelenses e temia perder a região do Sinai para os judeus, já que Israel havia bloqueado a navegação desde 1950 na porção do Estreito de Tiran, apesar da situação e sem sinal de desmilitarização, Israel decidiu facilitar o fluxo comercial dos egípcios.

Em 1967, surgiu uma importante guerra, conhecida como Guerra dos Seis Dias, entre Israel e árabes, que durou de fato de 5 a 10 de junho do respectivo ano.

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Na ocasião, Egito expulsou forças da ONU e fechou a navegação aos israelenses que reagiram, conclusão, Israel ocupou os territórios da Faixa de Gaza e Cisjordânia, incluindo Jerusalém Oriental, que foi posteriormente anexada.

De fato, os egípcios subestimaram Israel e foram pegos de surpresa, quase toda a Força Aérea egípcia foi destruída em poucas horas com poucas perdas israelenses, dando aos judeus a supremacia aérea e a vitória no conflito, tomando totalmente o Sinai.

O resultado disso tudo mostrou uma Israel consolidada pela Faixa de Gaza e a Península do Sinai, bem como Jerusalém Oriental e as Colinas de Golã tomadas da Síria.

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Já em 1973, tentando recuperar seus territórios, os árabes lançaram um ataque no dia do Yom Kippur, um dia amplamente observado de descanso, jejum e oração no judaísmo, a ofensiva ficou também conhecida como Guerra do Ramadã para os árabes, com Síria e Egito invadindo as regiões ocupadas pelas tropas israelenses de 1967.

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O resultado foi o ataque avassalador pelo ar e artilharia de Israel que, ao mesmo tempo, reconheceu sua fragilidade e necessidade de reformulação política e defesa.

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jimmy Carter Presidential Library

Posteriormente, em Washington, Israel e Egito selaram acordo de paz em 1979, houve a retirada das tropas israelenses da península do Sinai e a criação de uma autonomia para os territórios palestinos, como Faixa de Gaza e pontos específicos dentro de todo o território de Israel, incluindo a Jerusalém Oriental.

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CNN

Neste vai e vem diplomático, os árabes isolaram o Egito, com a narrativa que houve traição por parte dele. Posteriormente, em 1994, Jordânia e Israel também assinam um pacto de paz.

Apesar deste reconhecimento mútuo, as duas nações não mantêm relações próximas, mas se respeitam.

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Em 2005, Israel finalmente abdicou seu controle total de Gaza, e o Hamas, fundado como um partido político em 1988 sob pautas de independência e favorecimento das vontades palestinas, militarizou-se e formou um grande exército, sendo caracterizado pelo ocidente como um grupo absolutamente terrorista.

Mas Israel ainda controla a maior parte das fronteiras e do território costeiro de Gaza, decidindo quem pode entrar e sair de Gaza, incluindo mercadorias, e o Hamas sempre reivindicou com ataques e políticas o fim deste controle e restrições.

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Passaram-se anos e, em 2020, no dia 15 de setembro, ocorreu o acordo de Abraão encabeçado por Donald Trump que aliou Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Marrocos e Sudão com Israel, assim Trump transformou o inacreditável em realidade e trouxe um pouco de paz ao Oriente-médio.

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TW

Porém, em maio deste ano, surgiu um desentendimento importante entre partidos e cidadãos conservadores israelenses contra cidadãos árabes palestinos por toda a região, resultando em tumulto nos dias do Ramadã, também foi promovido a Marcha anual do Dia de Jerusalém onde se prevê a passagem de jovens israelenses por zonas muçulmanas.

Esse evento assinala a captura de Israel de Jerusalém Oriental, e dos locais sagrados, em 1967. A passeata é considerada por muitos palestinos como uma provocação.

REUTERS/Nir Elias

Assim, os conflitos entre israelenses e palestinos iniciaram, o Hamas não gostou da invasão judia à mesquita de Al Aqsa, na cidade Velha, eclodindo uma série de ataques do Hamas que chegou a mais de 4.000 foguetes contra o espaço aéreo e terrestre de Israel.

Para conter esta desproporção de ataque, Israel utilizou seus incríveis Iron Domes espalhados estrategicamente pelo território às margens da Faixa de Gaza.

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Jack Guez/AFP/Getty Images

Cada bateria é composta por 4 dispositivos e custa em média 210 milhões dólares com 90% de eficiência. Graças a ela Israel interceptou a maioria dos dispositivos bélicos, os mísseis de 160 mm deram conta, a barreira de defesa antiaérea chegou a 260 km de distância, e todas as 10 baterias israelenses estavam de prontidão 24 horas por dias, cada uma com capacidade de interceptar 20 misseis ou foguetes.

Mais de 11 dias de conflitos resultaram em muitas vidas palestinas e ao menos uma dúzia de israelenses ceifados.

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Não é de hoje que o Hamas utiliza escolas e unidades de paz como abrigos de lançamento, este modus operandi covarde se intensificou ao longo do conflito, sem contar aos inúmeros compartimentos subterrâneos secretos de estoque e ofensiva bélica do grupo que importa e produz seus próprios foguetes que atinge alvos a 160 km de distância.

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Como retaliação, Israel abdicou de sua neutralidade de somente se defender e retaliou com fúria e fogo as concentrações de bases de lançamento de foguetes dos palestinos ligados ao Hamas.

Como tal, inúmeros prédios foram à ruínas, diversos hangares de arsenais bélicos se extinguiram como fumaça, e líderes locais entraram na barca do inferno.

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Não havia outra saída, o líder do Hamas Osama Hamdan observou seu grupo enfraquecido e perdendo o domínio sob Gaza, e somada às pressões de grupos e organizações internacionais, incluindo o Tribunal de Crimes Internacionais liderados por globalista, emitiu um acordo de cessar-fogo com Israel na tentativa de “acalmar as vidas de inocentes”, claramente um suporte legal e apoiado pela ONU para sustentar e reorganizar suas bases bélicas em preparo a um futuro e próximo ataque contra os israelenses.

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O acordo de cessar-fogo, e não de paz, foi acordado na quinta-feira à noite, e representou as pressões de entidades fajutas e covardes que mais uma vez apoiaram grupos criminosos.

Os bastidores têm raízes desde o século XIX, mas os terroristas contam agora com entidades organizadas e ocidentais como respaldo jurídico e bélico.

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