OTAN condena ataques cegos sírios e governo turco vai levar o caso à membros da Aliança

O secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg, analisou a situação com o chefe da diplomacia turca, Mevlut Cavusoglu, conforme um comunicado divulgado a noite da última quinta-feira (27), por um porta-voz da OTAN.

O chefe da OTAN falou aos dirigentes de Moscovo e Damasco para que “cessem a ofensiva” e “exortou todas as partes a uma desescalada desta situação perigosa e a evitar que não agravem mais a terrível situação humanitária na região”.

Na noite de quinta (27) para sexta-feira (28), militares turcos iniciaram uma série de bombardeios, por terra e ar, a todas as posições sírias conhecidas na região de Idlib, depois que 29 militares turcos terem sido mortos e 36 feridos por ataques aéreos sírio-russos.

O porta-voz do partido governamental turco AKPOmer Çelik, considerou, em declarações à CNNTurk, que “os autores do ataque já tiveram a resposta necessária, e que a ofensiva vai continuar”. Ele acrescentou ainda que o Governo turco vai conversar com a OTAN, uma vez que, justificou, “um ataque à Turquia é um ataque à OTAN“.

Fontes das forças armadas turcas disseram à agências de notícias francesa Efe, que os militares turcos morreram durante um ataque aéreo da aviação síria ou russa.

O governador da província turca de HatayRahmi Dogan, confirmou a morte de 29 soldados e explicou que os hospitais desta região, fronteiriça com a Síria, receberam numerosos militares turcos gravemente feridos por um ataque aéreo na cidade síria de Idlib.

Fontes dos partidos da oposição, contactadas pela Efe, falam de um número de mortos é superior a 30. Segundo a imprensa turca, o exército estava a ajudar milícias sírias na reconquista da cidade de Saraqeb, situada na autoestrada entre Damasco e Alepo, que foi conquistada há três semanas pelas forças sírias.

Desde há semanas que Ancara insiste com Moscovo para que trave o avanço do regime de Al-Assad, mas sem sucesso. Uma delegação russa está em Ancara desde quarta-feira para negociar um cessar-fogo em Idlib, mas não são conhecidos pormenores das conversações.

  • Com agências internacionais


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