Parcerias em defesa, segurança e transferência de tecnologia foi tema do Reino Unido na LAAD 2019

Durante à LAAD Defense & Security 2019, um dos grandes expoentes da Feira Internacional de Defesa e Segurança fora à presença de empresas britânicas, buscando parecerias e apresentando equipamentos e capacidades inovadoras no setor de Defesa e Segurança.

As empresas, que estavam sobre a chancela do Departamento de Comércio Internacional do Reino Unido se mostraram dispostas em atender as inúmeras oportunidades no setor marítimo, tendo em vista que o Brasil pretende investir em novas plataformas nos próximos anos.

A delegação britânica era chefiada pelo Srº Alexis Hammer, diretor das Américas, Ásia e Pacífico da Organização de Defesa e Segurança, do Departamento de Comércio Internacional do Reino Unido e pelo assistente chefe do Comando Naval (Aviação e Porta-Aviões) da Real Marinha Britânica, contra-almirante Martin Connell.

O diretor explanou brevemente sobre as negociações que o seu órgão vem tratando e como ele atua. “Damos apoio às exportações britânicas. Possuímos uma rede de funcionários-chave que trabalham em embaixadas. Nós oferecemos apoio direto às parcerias entre países e financiamos até 80% do valor do mercado em alguns casos.”

A feira foi também uma oportunidade para salientar a importância das relações estratégicas em defesa e comércio entre o Brasil e o Reino Unido, simbolizadas pelo Acordo de Cooperação em Defesa, recentemente ratificado pelo Congresso Brasileiro.

Ambos os países continuarão a explorar futuros engajamentos em defesa e um maior estreitamento das relações para  aquisição de materiais. Entre as capacidades britânicas estão os sistemas marítimos, terrestres e aéreos.

Alexis Hammer afirmou que “o Brasil é um dos nossos parceiros sul-americanos mais próximos. Isso foi demonstrado recentemente na compra do PHM Atlântico (antigo HMS Ocean da Royal Navy) e que “o Reino Unido está comprometido em aprofundar a proximidade entre os dois países e mostrar o melhor que o Reino Unido tem a oferecer ao Brasil”.

O contra-almirante Martin Connell, acrescentou que é uma alegria ver a bandeira brasileira no HMS Ocean. Ressaltou ainda que, Reino Unido e Brasil possuem muitas coisas em comum, como por exemplo, os radares utilizados nos navios. “Trabalhamos também com outras nações. Queremos produzir sistemas autônomos para combate às minas. No futuro, isso estará presente em todos os nossos navios de guerra”.

As autoridades enfatizaram que o Reino Unido incentiva a transferência de tecnologia e o intercâmbio entre as nações. “Temos regras de exportação, mas os países têm o direito de garantir suas próprias tecnologias”, falou Hammer.

E acrescentou: “Espero que a América Latina seja alvo de transferência de tecnologia para o Reino Unido”. Já o contra-almirante lembrou que há “todo um espectro de relações entre Brasil e Reino Unido com a Marinha e o Exército”.

O diretor também salientou que à feira foi uma oportunidade significativa para as empresas britânicas promoverem suas capacidades nos setores de Defesa e Segurança e identificar oportunidades para joint ventures com empresas brasileiras.

A cooperação industrial é um fator crucial para o sucesso, e encorajamos as empresas britânicas a procurarem espaços de colaboração para satisfazerem as oportunidades futuras na modernização das Forças Armadas brasileiras.

Um exemplo de cooperação industrial é o da empresa SEA, presente no UK Pavillion, que assinou durante a LAAD um acordo de parceria com a SIATT, relacionado aos torpedos do programa das Corvetas Classe Tamandaré.



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