Pentágono confirma que militares turcos abriram fogo contra tropas dos EUA na Síria

Soldados dos EUA observam movimentação na linha de demarcação durante patrulha de segurança nos arredores de Manbij, na Síria, (Foto: sargento Timothy R. Koster / Exército dos EUA)

O Pentágono confirma que militares turcos abriram fogo contra soldados americanos em um posto em Kobani, na Síria, nesta sexta-feira (11). Nenhum militar se feriu. Segundo comunicado, houve uma explosão a menos de 100 metros de um posto localizado do lado de fora da zona de segurança da fronteira entre Síria e Turquia.

O Pentágono alega que a Turquia sabe da presença dos militares norte-americanos no local. O governo turco se defendeu, e disse que os EUA não eram o alvo do ataque. O governo dos EUA ainda alertaram que a Turquia deve evitar ações do tipo, que podem resultar em “ação defensiva imediata”.

Apesar do anúncio da desmobilização dos militares norte-americanos na região do Curdistão sírio, o Pentágono afirmou que as Forças Armadas dos EUA ainda não saíram de Kobani.

Conflito na região

A Turquia começou a atacar posições curdas no lado sírio da fronteira a partir da quarta-feira. O governo do presidente turco Recep Tayyip Erdogan considera terroristas os combatentes curdos – enquanto os EUA financiavam essas milícias porque elas enfrentavam extremistas do Estado Islâmico.

Com a retirada norte-americana, a Turquia viu caminho livre para atacar milícias curdas. O presidente norte-americano, Donald Trump, alertou que “destruiria a economia turca” em caso de ataque. Porém, até agora, a Casa Branca apenas autorizou sanções contra o governo de Erdogan, sem no entanto começar a aplicá-las.

Além da morte de civis, críticos alertam que o efeito colateral da retirada será o retorno do Estado Islâmico na região – afinal, os curdos combatiam os extremistas. Nesta sexta-feira, houve relatos de que militantes do grupo islamita fugiram das prisões após mais um dia de ataques na região.

Dia tenso

A ofensiva ocorre em uma sexta-feira tensa na fronteira entre a Turquia e a Síria, onde vivem os curdos. Caças e fogo de artilharia turcos alvejaram os arredores de Ras al-Ain, uma de duas cidades fronteiriças sírias que são o foco da ofensiva. Jornalistas da Reuters situados na cidade turca de Ceylanpinar, do outro lado da fronteira, ouviram tiros.

Um comboio de 20 veículos blindados transportando rebeldes sírios aliados da Turquia entrou na Síria por Ceylanpinar. Alguns fizeram sinais de vitória, bradando “Allahu akbar” (Deus é grande) e acenando com bandeiras dos rebeldes sírios ao avançarem rumo a Ras al-Ain.

Houve também relatos de explosões de carros bomba em Qamishli, cidade controlada pelos curdos. Três pessoas morreram nesse ataque. O número de mortos não está claro. O governo turco diz que 277 “terroristas” morreram desde o início dos ataques. O

utras fontes dizem que o total de vítimas está em torno de 100, incluindo 17 civis, além de dezenas de combatentes curdos e rebeldes sírios apoiados pela Turquia. Além disso, autoridades turcas dizem que nove civis foram mortos do lado da fronteira por ataques de retaliação.

  • Com agências internacionais e G1


DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here
Enter the text from the image below