Pentágono descarta intervenção militar na Venezuela pois transição democrática “já está a caminho”

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O chefe do Comando Sul das Forças Armadas dos Estados Unidos (USSouthCom), almirante Craig Faller, descartou nesta quarta-feira (01) a possibilidade de uma intervenção militar momentaneamente na Venezuela para derrubar o governo atual, afirmando que uma transição democrática “já está  caminho”.

O militar compareceu à uma audiência na Comissão de Serviços Armados da Câmara dos Representantes para abordar os desafios que as forças americanas enfrentam na América do Sul e no Caribe. O debate deu-se mais pelos últimos eventos que aconteceram em Caracas.

Faller disse aos deputados que “o alto comando (militar dos EUA) deixou claro que esta tem, ou deve ser, principalmente uma transição democrática (…) Nós apoiamos completamente o processo diplomático”, disse o comandante, em resposta a uma pergunta do presidente da comissão, o deputado Adam Smith, sobre se ele considerava que as forças armadas dos EUA teriam algum papel para derrubar o governo de Maduro.

Faller assinalou que os esforços do Pentágono estão concentrados em colaborar em gestão e inteligência com os aliados dos EUA na região, e que Washington já está analisando como será “o dia seguinte” no caso de uma hipotética saída de Maduro. “Uma transição democrática está no caminho”, garantiu o almirante.

Presidente Bolsonaro diz que é quase zero possibilidade do Brasil intervir na Venezuela

O presidente voltou a negar que o Brasil participará de alguma intervenção militar na Venezuela, ainda que de forma indireta. “A possibilidade de nós, participarmos de alguma ação militar na Venezuela é próxima de zero, quase impossível. Não tivemos, até o momento, nenhum comunicado, por parte do governo americano, demonstrando que essa linha seria adotada por eles”, disse Bolsonaro.

Ainda, segundo o presidente há espaço para uma solução negociada na Venezuela. “Não é nossa tradição intervir e entendemos que tem muito espaço ainda para ser negociado para conseguir-se, de forma pacífica, o restabelecimento da democracia e devolver a liberdade aos nossos irmãos venezuelanos”, acrescentou.

Bolsonaro disse que, se os governo dos Estados Unidos quisesse usar parte do território brasileiro para uma intervenção armada na Venezuela, o assunto seria levado ao Conselho de Defesa Nacional.

“Os Estados Unidos, querendo usar o nosso território, eu teria de convocar o Conselho Nacional de Defesa (CND), onde ouviríamos todas as autoridades do conselho para tomar uma decisão. A hipótese de participarmos, mesmo que de forma indireta, de uma intervenção armada, é muito difícil, não vou dizer que é zero, mas é próxima de zero”, ressaltou.

  • Com informações de agência de notícias nacionais e internacionais

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