Pentágono envia bombardeiros B-52 ao Qatar para proteger retirada do Afeganistão

Além dos bombardeiros, o porta-aviões USS Dwight D. Eisenhower também deve participar das operações para garantir a saída de tropas da Aliança Atlântica do Afeganistão.

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O secretário de Defesa dos EUA, Lloyd Austin, aprovou a implantação do porta-aviões USS Dwight D. Eisenhower e de bombardeiros de longo alcance B-52 Stratofortress no Qatar, dois dos quais já chegaram, para proteger as forças dos EUA no Afeganistão durante a retirada, relatou na sexta-feira (23) John Kirby, porta-voz do Pentágono.

As forças terrestres norte-americanas e da OTAN no Afeganistão deverão sair do país até 1º de maio, devendo a retirada de todos os recursos ocorrer até 11 de setembro, dia do 20º aniversário do ataque terrorista de 11 setembro nos EUA.

“O secretário de Defesa aprovou algumas medidas adicionais hoje. Ele aprovou a extensão da missão do porta-aviões Eisenhower a fim de permanecer na área de responsabilidade do Comando Central por um período de tempo, e aprovou a adição de alguns bombardeiros de longo alcance, a serem destacados para a região”, disse Kirby em uma coletiva de imprensa. “Dois desses B-52 já chegaram à região”, acrescentou, em referência ao Oriente Médio.

blankKirby apontou que é possível que haja um aumento temporário das forças terrestres dos EUA no Afeganistão para auxiliar uma retirada ordenada. O secretário de Defesa dos EUA adicionou que todo o equipamento militar será transferido para fora do Afeganistão por via aérea, mas que ainda não tem uma estimativa de quanto custará a operação de retirada dos EUA.

O Afeganistão continua registrando confrontos entre os rebeldes talibã e os militares afegãos, apesar do início das conversações de paz entre o movimento e as autoridades afegãs em Doha, no Qatar, em setembro de 2020.

Kenneth McKenzie, chefe do CENTCOM, disse na quinta-feira (22) que as conversações de paz intra-afegãs parecem estar atualmente em um breve impasse, sublinhando a necessidade de os Estados Unidos continuarem apoiando o governo afegão para evitar o seu colapso após a retirada das forças estrangeiras.

A área de responsabilidade do Comando Central dos EUA se estende desde o Chifre da África, passando pelo golfo Pérsico, até a Ásia Central.

  • Com agências internacionais