PLA Navy não teria caças J-15s suficientes para colocar em seus Porta-aviões

A China vem, ultimamente apresentando seu novo porta-aviões pelos mares asiáticos, mas ela tem enfrentado um problema incomum: não há caças, suficientes para se colocar nos dois navios. O porta-aviões Liaoning tem capacidade para 40 aeronaves, mas operar com um sistema de decolagem curto e de recuperação em vez de uma catapulta significa que boa parte de suas forças aéreas são aeronaves de asas rotativas, ou seja helicópteros. Na verdade ele carrega apenas 26 caças Shenyang J-15.

Quando o Type 001A, que encontra-se no segundo estágio de testes no mar, entrar no serviço operativo da PLA Navy, ele não terá caças suficientes para um esquadrão completo. E de acordo com o PLA Daily (serviço de imprensa oficial), a força naval tem apenas 40 unidades deste caça. O amor pelo caça de 4ª geração J-15 é raramente mostrado nos círculos chineses. O Asia Times observou que a mídia chinesa menosprezou o avião de várias maneiras, inclusive referindo-se a ele como um “peixe chacoalhando” por sua incapacidade de operar efetivamente em um porta-aviões, já que o lançam a partir de uma rampa inclinada na proa do navio.

Os motores e o peso do J-15 (17,5 toneladas de peso vazio) limitam severamente sua operacionalidade, de forma eficaz em um porta-aviões. O F/A-18 da US Navy em comparação, pesa apenas 14,5 toneladas. A Marinha dos EUA usou catapultas durante décadas, juntamente com o porta-aviões francês, o Charles de Gaulle. As catapultas lançam o avião rapidamente, com seus motores já em potência máxima, o que permite obter uma maior velocidade de decolagem e, portanto, transportar mais armamentos e combustível.

No início de julho, uma notícia deu conta que a China pretendia substituir o caça J-15, que também sofre com problemas importantes em seu sistema de controle de voo e tem registrado vários acidentes de alto nível nos últimos anos. Algumas fontes especulam que o novo avião poderia ser o JC-31 Gyrfalcon (seria uma versão naval), uma aeronave de teste também construída pela Shenyang Aircraft Corporation. Um “novo caça baseado para substituir o J-15” está sendo desenvolvido, disse o general Zhang Honghe, vice-chefe da Força Aérea, na época.

Especialistas, dizem não acreditar no desenvolvimento de um novo caça em um futuro próximo, pois o J-15 recebeu várias atualizações recentemente e deve continuar a servir como a espinha dorsal da força aérea chinesa pelo menos até os primeiros anos da década de 2020. “Anos atrás, os chineses decidiram poupar dinheiro e, em vez de comprarem vários caças Su-33 Russos, para sua subsequente produção de licenças na China, optaram por um protótipo do Su-33 na Ucrânia”. O Su-33 começou como uma modificação do antigo Su-27 Flanker, para ser operado no porta-aviões Admiral Kuznetsov, que é o navio irmão do Liaoning o qual tem mesma rampa de lançamento.
*Com informações de agências de notícias internacionais

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