Polícia Federal apresenta balanço de atividades realizadas na Copa América 2019 no RJ

A Polícia Federal apresentou, na última sexta-feira (11), balanço das atividades desempenhadas no período da Copa América na cidade do Rio de Janeiro, palco da vitória do Brasil sobre o Peru na final do campeonato. Segundo o coordenador Regional para a Copa América, delegado federal Éder Oliveira, “o número de ocorrências foi muito pequeno, dentro do esperado, e não tivemos nenhum incidente grave. A atuação foi muito positiva”.
O coordenador ressaltou ainda que “apesar da Copa América ser um evento menor do que outros que Rio de Janeiro já sediou, houve um empenho muito grande por parte de todas as forças de Segurança Pública de trabalharem em coordenação e de se ajudarem. Houve uma cooperação e uma integração muito grande, fazendo o evento fluir da melhor maneira possível”.

Cerca de 200 servidores, entre policiais federais e administrativos, foram destacados para atuar na Superintendência Regional da PF no Rio de Janeiro nas atribuições de controle migratório, segurança de dignitários, fiscalização de empresas de segurança privada e vistorias no Maracanã, em hotéis e locais de treinamento. As equipes atuaram também com trabalho de inteligência policial e na coordenação da segurança do evento, em parceria com órgãos de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro, Polícia Rodoviária Federal e policiais estrangeiros.

Em função do evento, a Polícia Federal aproveitou toda a estrutura do Centro de Cooperação Policial Internacional – CCPI/PF, que funciona há mais de um ano no Rio de Janeiro no combate ao tráfico ilícito de entorpecentes e contrabando de armas no continente sul-americano, e criou o CCPI Copa América, onde policias federais brasileiros e representes de forças policias dos países participantes do campeonato produziram 90 informações policiais com dados de inteligência e/ou com informações sobre situação migratória de estrangeiros, confirmação de identidades e antecedentes criminais, cujas buscas foram realizadas nos bancos de dados da Polícia Federal, da Interpol e dos países participantes evento pelos oficiais de ligação convidados.

Com base na Portaria 522 do Ministério da Justiça e Segurança Pública, que “estabelece instruções relativas à medida de impedimento de ingresso no País de pessoa que conste nos sistemas de controle migratório como ‘membro de torcida envolvida com violência em estádios’”, no período de 13/06 a 07/07, 21 pessoas foram impedidas de entrar no país, sendo 7 no RJ, 13 no RS e 1 na BA. Com o trabalho inteligência, foi possível ainda checar a situação migratória de 13 mil estrangeiros que estivem nas cidades onde ocorreram os jogos do evento.

Durantes as partidas, policiais federais estiveram permanentemente em atuação no VOC – Venue Operation Center, centro de comando e controle dentro do Maracanã, onde representantes de todas as instituições que compunham a segurança da Copa América trabalhavam em conjunto na solução de eventuais problemas e de tomadas de decisões. De acordo com o Coordenador Operacional de Arena, delegado de Polícia Federal Rodrigo Valente, “a integração funcionou muito bem e houve bastante cooperação entre as forças de segurança, o que contribuiu de forma decisiva para o sucesso do evento no que tange a Segurança Pública”.

Antes de cada jogo no Maracanã, policiais federais, com o auxílio de cães farejadores, visitavam o estádio para realizar vistoria na Tribuna de Honra, local de onde o Presidente da República e outras autoridades (como o Primeiro Ministro do Qatar, Sheikh Jassim Bin Hamad Al Thani, sob escolta da Polícia Federal) assistiam aos jogos. Os carros das delegações e equipes de arbitragem também passavam por vistorias semelhantes. Nenhuma ocorrência de bomba ou explosivos foi registrada nas 11 vistorias realizadas. Toda a equipe de segurança privada contratada pela realização do evento também foi vistoriada. Equipes da PF realizaram 20 ações de fiscalização e checaram a regularidade de cerca de 3 mil vigilantes que trabalharam na segurança dos jogos, nos hotéis onde as seleções ficaram hospedadas e nos locais de treinamento.

Divisão de Comunicação Social da PF



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