Policia Militar do Rio de janeiro celebrou 39 anos da incorporação de suas primeiras mulheres

No dia 17 de março, celebrou o Dia da Policial Militar. A data marca o ingresso das primeiras mulheres na Corporação, em 1982, ou seja, há 39 anos.

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Em homenagem às mulheres a Policia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ), o Secretário de Estado de Polícia Militar do Rio de Janeiro, coronel (PM) Rogério Figueredo de Lacerda, escreveu um artigo, contando um pouco da história e da importância da presença feminina na corporação.

QUATRO DÉCADAS DE DEDICAÇÃO E MUITAS CONQUISTAS

Comandante-Geral Rogério Figueredo de Lacerda

Há 39 anos, quase quatro décadas, a Polícia Militar do Rio de Janeiro iniciava mais uma etapa de sua história de pioneirismo. No dia 17 de março de 1982, as primeira mulheres ingressaram oficialmente na corporação.

Diplomadas no Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (CFAP), aquela 153 soldados pioneiras passaram a integrar a Companhia de Polícia Militar Feminina, criada formalmente no ano anterior pela Lei Estadual nº 746, de 11 de novembro de 1981.

O ingresso das mulheres na Corporação fazia parte de um contexto da época – um externo e outro interno. O externo era a crescente demanda de emancipação das mulheres na sociedade brasileira. O interno atendia à estratégia vislumbrada no início dos anos 1980 de aproximar o policial do cidadão.

Quatro décadas depois, esses dois processos permanecem em construção, mesmo considerando os inquestionáveis avanços. Apesar do passo importante, as policiais militares da então Cia Feminina sofriam algumas restrições legais. A configuração do quadro hierárquico limitava a ascensão das mulheres até o posto de Capitão.

E as funções operacionais eram circunscritas ao policiamento de trânsito, no trato com mulheres e menores ou em missões preventivas nos terminais de transportes. Competentes, pacientes e guerreiras, as “fems”, como são carinhosamente chamadas na Corporação, foram ocupando novos espaços, rompendo preconceitos e conquistando a aprovação de leis estaduais e regulamentos internos.

Hoje, há mais de cinco mil mulheres policiais militares – ocupando todos os postos hierárquicos. Representam em torno de 12% do efetivo. Reflexo de competência profissional e reconhecimento, mulheres oficiais fazem parte da lista atual de comandantes da Secretaria de Estado de Polícia Militar.

Estão em postos de comando tanto de unidades operacionais, como à frente de órgãos nas demais atividades fundamentais que compõem a estrutura organizacional da Corporação – logística, pessoal, ensino e instrução, saúde, comunicação, gestão, controle, tecnologia, inovação, entre outras.

Contudo, a importância das mulheres na Corporação não se limita ao fato de ocuparem postos de primeiro escalão. O olhar feminino e as iniciativas das “fems”, ao longo de quatro décadas, produziram uma espécie de revolução silenciosa institucional.

A presença das mulheres tem sido  fundamental na criação e no êxito de projetos de modernização da corporação lançados ao longo dos últimos anos, como, por exemplo, a expansão do PROERD (Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência), o aperfeiçoamento da PAMESP Escolar e, mais recentemente, a implementação da Patrulha Maria da Penha – Guardiões da Vida.

E mais; a participação das mulheres está contribuindo de forma imprescindível para a viabilização do Plano Estratégico da SEPM, lançado há pouco mais de um ano, tendo como meta transformar a Polícia Militar do Rio de Janeiro em referência nacional na área de polícia de proximidade.

  • Com informações da PMERJ


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