Policiais Militares da Bahia ameaçam greve após a morte do soldado Wesley

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Imagem via redes sociais.

Existe neste momento uma ameaça real de greve por parte de policiais militares do Estado da Bahia. A mobilização dos militares estaduais ocorre após a morte do soldado Wesley Góes, abatido neste domingo (28), na região do Farol da Barra.

Segundo informações, o PM protestava em defesa dos trabalhadores que estão sem poder trabalhar e deu tiros para cima. O militar era solteiro e trabalhava na 72ª CIPM há pelo menos quatro anos.

De acordo com o portal Bahia Notícias, o soldado dirigiu de Itacaré até Salvador, onde ocupou a região do Farol da Barra e chegou a dizer: “Seus filhos estão presenciando sua covardia, policiais militares do estado da Bahia”.

Com o rosto pintado de verde e amarelo, ele teria dito ainda “Eu não vou deixar, não vou permitir, que violem a dignidade humana do trabalhador”.

Após mais de 3 horas de negociações com equipes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE), Wesley Góes tombou depois de ser alvejado por vários disparos. A Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA) alegou que o policial foi baleado após disparar com fuzil contra as guarnições do Batalhão de Operações Policiais Especiais e terminou neutralizado.

Versões de outras testemunhas civis e de Policiais Militares presentes no local contradizem as informações oficiais, que estaria causando indignação e revolta entre os colegas do Soldado Wesley Gòes, pois acreditam que a neutralização foi desnecessária e excessiva para o caso que não existia reféns ou risco imediato à vida de terceiros.

Vídeo da ocorrência publicado por testemunhas nas redes sociais:

A declaração da PM-BA sobre os fatos:

Risco real de greve

Em resposta a essa situação, o deputado Marco Prisco (PSC), PM-BA da reserva, convocou policiais militares para um ato que ocorrerá na manhã desta segunda-feira (29), por volta das 9h.

“Policiais militares, Salvador e região metropolitana, amanhã, às 9h, no Farol da Barra, nós vamos lá fazer uma manifestação pacífica e ordeira em nome do nosso irmão, soldado Wesley. E o interior do estado, escolham um lugar para às 9h da manhã, todos vocês fazerem a mesma assembleia em conjunto” — disse o parlamentar, que já foi responsável por algumas greves no estado.

Logo após o soldado Wesley Góes ser alvejado, Prisco acusou os agentes envolvidos na ação de assassinarem um colega de farda.

“Mataram um policial, mataram um trabalhador. Até quando vocês vão aceitar isso? Mataram um policial, a hora de parar é agora. Eu convoco vocês. Estou pedindo pela o amor de Deus. Mataram um trabalhador, um pai de família, todo mundo viu. O cara foi assassinado. Quando é vagabundo, a gente se joga na frente, como aconteceu na orla. Não é dessa forma”.

  • Com informações Portalbr7.com, Gilmar Garcia Imprensa,  Jornal A Tarde (Bahia) e Pleno News, via redação Orbis Defense.