Policial militar do Rio Grande do Norte é o primeiro brasileiro a integrar missão de paz no Iêmem

O capitão da Polícia Militar do Rio Grande do Norte (PMRN), William Danilo Fernandes, que cumpria suas funções de Policial da ONU (United Nations Police – UNPOL) na Missão de Paz da ONU no Sudão do Sul foi transferido, em caráter voluntario para a recém-criada Missão de Paz da ONU no Iêmen.

Este país está assolado pela maior crise humanitária atualmente no mundo, devido aos conflitos armados internos, com milhares de vítimas fatais e onde a falta de alimento e água tem contribuído, juntamente com a violência, para um número ainda maior de fatalidades.

A Resolução número 2452 de 26 de fevereiro de 2019 do Conselho de Segurança da ONU, decidiu pela criação da “Missão das Nações Unidas para apoiar o Acordo de Hodeidah” (United Nations Mission to support the Hodeidah Agreement – UNMHA).

O objetivo da UNMHA visa à implementação do Acordo de Estocolmo, onde as partes beligerantes acertaram na retirada de qualquer manifestação militar nos três portos da região, a criação de uma buffer zone na cidade de Hodeida e a retirada de equipamentos e tropas militares num raio de 30 km da cidade.

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“A implementação foi dividida em duas fases, estamos ainda na primeira e nossa missão por enquanto é monitorar e coordenar a retirada desse material, bem como a desmontagem de campos de minas ao redor dos portos, abertura de vias na cidade com a retirada de barreiras e o fechamento de trincheiras. Basicamente visitamos os lugares designados, acompanhados por uma das partes e reportamos o avanço ou não do cumprimento do acordo. Estou inserido num time de monitoramento e ontem fomos incumbidos de fazer a inspeção nos portos de Al Salif e Ras Issa (fotos a seguir). Além disso fui designado como oficial de comunicações e estou preparando um SOP para a missão.”, explica o capitão.

A UNMHA é uma Missão Política Especial (Special Political Mission) onde os policiais e os militares, que geralmente usam os uniformes de seus países, tem status de “observadores civis”, não usando uniforme, mas sim apenas jalecos, coletes e capacetes da ONU.

Além de não ser necessário, como no Iêmen os homens usam barba, muitos dos observadores também deixam suas barbas crescerem buscando também certo tipo de empatia.

“O nível de risco é realmente muito alto, mas me sinto seguro no navio. Ontem comecei as patrulhas externas e a situação é bem precária lá fora. Enfim, um longo caminho até a paz por aqui…”, enfatiza.

O oficial brasileiro já tem se destacado como porta-voz do componente policial e encarregado em desenvolver as normas procedimentais dos policiais em atuação na Missão (Standard Operating Procedure – SOP ou Procedimento Policial Padrão – POP). O capitão tem levado o bom nome das policiais militares brasileiras ao ser o primeiro oficial a integrar a missão de paz no Iêmen.

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  • Com informações do site O Pacificador

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