Polícias Militar e Civil apreendem combustível ilegal em quantidade usados em incêndios criminosos no Pará

Imagem via Policia Civil do Estado do Pará.

Dezenas de galões cheios de combustível (gasolina, metanol e diesel) que eram usados em queimadas no Pará foram apreendidos pela Polícia Civil, na noite de ontem, na Área de Proteção Ambiental Trunfo do Xingu, conhecida como fazenda Ouro Verde, no município de São Félix do Xingu (PA). A Policia Militar detectou área extensa de queimada na mata existente na propriedade rural. A maioria dos galões encontrados tem capacidade para armazenar até 200 litros de combustível. Policiais flagraram dois funcionários da fazenda de posse de um tambor com gasolina e galões de óleo diesel. A Ação ocorreu no dia 30 de agosto e 01 de setembro, mas somente agora està sendo divulgada de forma mais ampla para a imprensa.

Imagem via POlicia Civil do Estado do Parà.

Segundo a polícia, a fazenda contratou 50 homens para derrubar 20 mil hectares na área de Proteção Ambiental Trunfo do Xingu. Investigações apontaram que, ao todo, o grupo já derrubou e colocou fogo em mais de 5 mil hectares de área na fazenda. A apreensão dos galões de combustível ocorreu durante operação policial para cumprimento de mandado judicial de busca e apreensão na área rural. A polícia tentou cumprir três mandados de prisão expedidos contra Geraldo Daniel de Oliveira, genro do proprietário da fazenda e apontado como mandante das queimadas e derrubada da mata.

A Polícia tentou cumprir três mandados de prisão expedidos contra Geraldo Daniel de Oliveira, genro do proprietário da fazenda e apontado como mandante das queimadas e derrubada da mata, José Brasil de Oliveira e João Batista Rodrigues Jaime, que também responsabilizados pelos incêndios criminosos.
Eles não foram localizados e estão foragidos. Durante a busca na fazenda, a Polícia prendeu em flagrante Paulo Henrique Santos Marques por estar com um revólver calibre 38 sem porte legal.

A polícia também encontrou um grupo de trabalhadores em situação análoga à de escravidão. Eles estavam numa casa de madeira, em condições precárias. No local, tinha uma espécie de mercadinho onde a fazenda vendia alimentos para os trabalhadores. Segundo o delegado da Polícia Civil Alberone Lobato, funcionários da fazenda foram ouvidos e eles confirmaram que o combustível era usado para provocar o incêndio criminoso na mata. Em depoimento, trabalhadores afirmaram que os galões eram levados, aos poucos, para dentro da mata para provocar a queimada. “Vamos permanecer na fazenda para ouvir todos os funcionários”, informou o delegado. A Polícia acionou um engenheiro ambiental em Belém para realizar a perícia ambiental. O laudo será encaminhado ao Ministério Público em São Félix do Xingu.

As queimadas na região da Amazônia mais que dobraram (106%) no dia em que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) publicou no DOU (Diário Oficial da União) o decreto que proibiu queimadas em todo o Brasil por 60 dias. Depois Bolsonaro reviu termos do decreto, mas manteve a proibição das queimadas na Amazônia Legal. A informação foi repassada para as autoridades ambentais pelo Greenpeace, que utilizou dados do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) para calcular o número de focos de calor na região. Bolsonaro publicou o decreto no DOU na manhã de quinta-feira (29), quando as queimadas dispararam em comparação com o dia anterior. “No dia 28 de agosto, foram 607 focos de calor na Amazônia”. Tal ocorrência serve para reforçar as evidências de queimadas criminosas com fins polìticos ou até mesmo terrorismo ambiental.

Com Informações do IBAMA, Exército Brasileiro e Policia Militar do Estado do Pará via redação Orbis Defense.



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