Possibilidades da Taurus na Índia podem ir muito além da licitação de fuzis

Após nove meses de expectativas, a Taurus Armas, revelou o parceiro com quem está negociando uma joint venture na Índia, objetivando a fabricação e a comercialização de armas em território indiano, de acordo com o programa denominado “Make in India”, que visa desenvolver a indústria local, gerando empregos, divisas e tecnologia para esse país.

Tal parceiro é nada menos do que um dos maiores grupos industriais indianos, o Jindal Group, maior fabricante de aço da Índia e um dos dez maiores do mundo, detentor de um faturamento superior a US$ 24 bilhões e com 200 mil funcionários no mundo, sendo 45 mil deles somente na divisão de aço.

A Taurus informou que, foi assinado um adendo ao Memorando de Entendimentos (MoU) firmado em fevereiro e prorrogado em agosto, dilatando seu prazo de validade por mais seis meses, a fim de permitir as finalizações do estudo de viabilidade e da constituição de uma joint venture na Índia.

Possibilidades para a Taurus podem ir muito além da licitação dos fuzis CQB

No Memorando de Entendimentos, assinado em fevereiro e prorrogado por duas vezes, foi estabelecido que durante sua vigência, a empresa local participará das licitações com os produtos Taurus para as Forças Armadas e Policiais da Índia, o que continua plenamente em vigor.

Em consequência, agora que a parceria foi tornada pública, o Jindal Group, além da licitação para aquisição dos 360.000 fuzis CQB, está apto a participar de todo e qualquer processo licitatório realizado pelo governo indiano, oferecendo as pistolas, revólveres, carabinas, fuzis e submetralhadoras que a empresa gaúcha fabrica.

É relevante notar que as negociações que resultaram na parceria entre a Taurus Armas e o Jindal Group já se estendem por mais de nove meses. Nesse período, executivos do grupo indiano vieram à sede da companhia, em São Leopoldo-RS, para conhecer e analisar minuciosamente a fabricante gaúcha. Por outro lado, executivos da Taurus foram à Índia conhecer o Jindal Group.

Assim, na visão de uma análise prospectiva, a aproximação entre as duas empresas pode gerar mais frutos do que somente a participação na licitação dos fuzis CQB e, independente do resultado deste processo, evoluir para uma joint venture que resulte no estabelecimento de uma grande fábrica de armas na Índia, aproveitando a recente abertura do mercado de defesa desse país a iniciativas abrigadas no programa “Make in India”.

Seja através da participação em licitações governamentais por meio do Jindal Group, seja através da montagem de uma grande fábrica na Índia em joint venture com esse grupo, o fato importante a ser considerado é que a empresa gaúcha conquistou um poderoso ponta de lança que poderá abrir o imenso mercado indiano aos produtos da Taurus.

Méritos para o presidente Salesio Nuhs e para sua competente equipe de executivos, responsáveis por esta conquista e também pelo impressionante turnaround que vem sendo imprimido à empresa desde 2017.