Presença feminina nas Forças Armadas completa 40 anos

Em 1823, Maria Quitéria tornava-se a heroína da Guerra da Independência. Só que, para chegar até lá, a Soldado Medeiros foi obrigada a fugir de casa e vestir-se como homem, pois mulheres não eram permitidas nas Forças Armadas. Mais de 150 anos se passaram e, em 1980, elas garantiram o direito de ingressar na carreira militar, inclusive com concursos militares.

Desde então, a presença feminina nas Forças Armadas vem crescendo. Contudo, ela ainda é pequena se comparada ao número de homens. De acordo com dados do Ministério da Defesa, em 2017 havia cerca de 28 mil mulheres dentre o total de 376.045 militares, ou seja, apenas 6% de todo o efetivo.

Nesta semana em que se comemora o Dia da Mulher, 8 de março, relembramos a história da mulher na carreira militar e os concursos previstos para 2020 nas Forças Armadas.

Linha do tempo

A primeira das três Forças a aceitar candidatas mulheres em seus concursos públicos foi a Marinhaquando, em 1980, o ingresso foi regulamentado por lei. Em 1982 foi a vez da Força Aérea Brasileira (FAB), com a abertura da primeira turma composta de 150 mulheres de diversas formações, como psicólogas, analistas de sistemas e assistentes sociais.

Dez anos depois, em 1992, a primeira turma de formação de mulheres foi aberta no Exército. Na época, a Escola de Administração do Exército, na Bahia, matriculou 49 alunas aprovadas em concurso público.

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Nas Academias Militares das Forças, a admissão de mulheres aconteceu mais tarde. Em 1996, a Academia da Força Aérea (AFA) começou a receber mulheres na especialidade de intendência. No entanto, a primeira turma para aviação abriu em 2003 na Escola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR).

A Escola Naval recebeu a primeira turma em 2014, porém somente em 2019 as mulheres passaram a ter a possibilidade de ingressar no Corpo da Armada (CA) e no Corpo de Fuzileiros Navais (CFN) da Escola Naval. Já a Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN) começou a receber mulheres nas especialidades de intendência e material bélico.

Atualmente, a Aeronáutica é a Força Armada que tem maior participação feminina em seus quadros, inclusive em patentes mais altas. Em 2019, a corporação registrava 10,8 mil mulheres contra 9,1 mil no Exército e 8,1 mil na Marinha.

Diferenças no TAF

Os concursos militares são realizados de forma igual para homens e mulheres. No entanto, as tarefas do Teste de Aptidão Física (TAF) são diferentes para os sexos. No geral, homens fazem mais repetições das atividades de força e correm um trajeto maior na corrida de 12 minutos.

Veja o exemplo das atividades do TAF descritas no edital do concurso ESA 2020:

Fonte: Qconcursos





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