Presença maciça de satélites russos em torno da Venezuela remete um espectro de guerra na região

Alguns satélites militares russos se movem em órbitas elípticas alongadas à uma altitude de 39.700 km. Os satélites mantêm em observação quase permanente certas áreas geográficas do tamanho de um continente.

Para este tipo de vigilância o satélite possui diâmetro de 2,7 m, um comprimento de 7 m e um peso na ordem de 5 a 6 toneladas. Possui ainda retrofoguetes, com o qual ele pode mudar sua órbita original.

Assim, quando o contingente militar russo desembarcou em Caracas, observou-se uma mudança de órbita de vários satélites militares russos. Alguns dos satélites pertencem à rede que monitora as emissões eletromagnéticas dos veículos de combate terrestres e navais dos EUA.

Ao mesmo tempo, os satélites também possuem equipamentos de radar que identificam as coordenadas e o tipo de alvo.  Outros fazem parte da rede de satélites de pesquisa ótica, incluindo telescópios de alta resolução nos espectros visual e infravermelho.

Esses satélites detectam até mesmo o lançamento de mísseis de cruzeiro em submarinos submersos. Eles seguem o curso dos mísseis e podem determinar seus possíveis alvos. Os parâmetros orbitais desses satélites foram modificados por Moscou para observar bases navais e navios militares dos EUA que poderiam participar de uma invasão da Venezuela.

Esta quantidade sem precedentes de informações sobre as movimentações dos EUA, daria uma ‘vantagem’ a Rússia se caso ela fosse atacada na Venezuela. Por causa do tráfego pesado do Canal do Panamá, os Estados Unidos não podem levar todo seu arsenal de guerra via rotas terrestres.

Portanto, blindados dos EUA seriam preposicionados na Colômbia, por navios da classe Watson especialmente construídos para isso. Estes comboios de navios mercantes seriam seguidos, a partir da fase de embarque nos portos dos EUA, pelos satélites russos ao longo de todo deslocamento.

Deve-se notar ainda que, os portos Colombianos estão ao alcance de mísseis anti-navio Bastion e Kh-59MK2, de produção russa para o exército venezuelano. Além disso, a Venezuela também pode receber mísseis anti-navio Kalibr da Rússia no caso de uma invasão iminente. Os mísseis Kalibr têm um alcance de 1500 km.

O afundamento de cinco navios da classe Watson significaria a perda de 16 mil toneladas de carga, ou seja, a eliminação de duas divisões mecanizadas de blindados, sabendo que são necessárias pelo menos quatro divisões mecanizadas para a invasão.



1 COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here
Enter the text from the image below