Presidente Bolsonaro convoca reunião de emergência com ministros para debater crise na Venezuela

Foto ilustrativa por Eduardo Anizelli/Folhapress.

O presidente da República, Jair Bolsonaro , convocou para na tarde desta sexta-feira, reunião com titulares e representantes de dez ministérios para discutir a crise Venezuelana. De acordo com fontes informais ligadas ao palácio do Planalto, a motivação da reunião se dá devido à confirmação dos atritos nas região de fronteira que acabaram por vitimar fatalmente vários civis e causando mesmo uma morte confirmada apesar dos boatos de mais mortes, todas causadas por ataques das tropas da Guarda Nacional Bolivariana, assim como devido ao posicionamento de tropas e sistemas anti-aéreos próximos à fronteira com o Brasil.

O governador de Roraima, Antonio Denarium , participará por videoconferência. A fronteira foi fechada na noite de quinta-feira pelo presidente Nicolás Maduro , mas o governo brasileiro manteve intacto até agora o plano de levar ajuda até Pacaraima (RR), cidade que faz divisa com a Venezuela, neste sábado.

A fronteira da Venezuela foi fechada pelo país vizinho na quinta-feira Foto: Ricardo Moraes / Reuters

Participaram da reunião convocada pelo presidente os ministros: Onyx Lorenzoni (Casa Civil), Fernando Azevedo (Defesa), Bento Albuquerque (Minas e Energia), Gustavo Canuto (Desenvolvimento Regional), Carlos Alberto dos Santos Cruz (Secretaria de Governo) Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional) e Floriano Peixoto (Secretaria-Geral). Também estiveram presentes três secretários executivos de outras pastas: Luiz Pontel (Justiça), Otávio Brandelli (Relações Exteriores), Marcelo Sampaio (Infraestrutura).

O governo brasileiro decidiu manter a oferta de ajuda com o mesmo cronograma planejado antes da decisão de Maduro. Um avião com mantimentos, inclusive, já chegou a Boa Vista (RR). Pelo acordo do Brasil com o presidente da Assembleia Nacional e autoproclamado presidente interino, Juan Guaidó, caberá aos venezuelanos virem até Pacaraima, em Roraima, para receber a ajuda. O fechamento da fronteira deixou um clima tenso na região e duas pessoas morreram em confrontos entre forças venezuelanas e moradores de uma comunidade indígena a 70 km da fronteira brasileira.

— Nós vamos determinar agora algumas ações. Por enquanto está mantida a ajuda humanitária e nós vamos definir situações e como as estratégias serão executadas — disse o governador de Roraima ao  antes de entrar para a videoconferência. Na noite de quarta-feira, Maduro já começara a mobilizar tropas e veículos militares na fronteira entre seu país e o Brasil, reagindo ao inesperado anúncio de participação brasileira na entrega da ajuda. Cidades de Pacaraima, em Roraima, e Cúcuta, na Colômbia, são os pontos de entrega

A oposição venezuelana aposta na articulação da entrega de doações estrangeiras por meio das fronteiras de Colômbia e Brasil. Não só para atenuar o sofrimento do povo local, mas também para tentar sensibilizar membros das Forças Armadas venezuelanas, hoje o principal pilar de sustentação de Maduro no poder. A cúpula militar jura lealdade ao líder bolivariano, que condena a ajuda internacional como um pretexto dos EUA para derrubá-lo.

Segundo o “The Washington Post”, a oposição venezuelana planeja começar a formar canais humanos para transportar os carregamentos da Colômbia para a Venezuela no sábado às 09h do horário local em Cúcuta, no território colombiano. A escassez na Venezuela de alimentos e remédios é efeito de uma crise econômica precipitada em 2013 pela queda do preço do petróleo, principal produto de exportação do país. A crise, agravada por sanções econômicas americanas, provocou uma queda do PIB de 54% em quatro anos. Carente de divisas, o país deixou de importar produtos básicos, e a inflação, que chegou a mais de 1.000.000% no ano passado, corroeu o poder de compra dos salários.

  • Com informações via Governo Federal e agências de notícias internacionais, via redação Orbis Defense.


1 COMENTÁRIO

  1. Isso é absolutamente patético da parte do governo brasileiro. Eles combinaram a ajuda como tal Guaidó que não manda nem no guarda noturno da Venezuela. Uma provocação ridicula e atrapalhada ao Maduro, que mandou fechar as fronteiras e claro que os caminhões juntados pelo Guaidó não poderão deixar o pais e chegar ao Brasil. Pura perda de tempo e dinheiro e um movimento politico sem qualquer sentido prático e que mostra não ter qualquer relação com ajudar o povo venezuelano. Se querem ajudar, combinem entregar ao governo venezuelano de fato que eles apanham em dez minutos. Se querem entregar ao Guaidó, sabendo que não vão entregar nada, é só fancaria e deboche com o próprio povo da Venezuela. Uma grande trapalhada internacional.

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