Presidente da República inaugura 8ª cascata de ultracentrífugas de enriquecimento isotópico de urânio

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Presidente desenlaça fita inaugural da 8ª Cascata de Ultracentrífugas da Usina de Enriquecimento Isotópico de Urânio. Foto: Marcos Corrêa/PR

O presidente da República, Jair Bolsonaroparticipou nesta sexta-feira (29) da inauguração da 8ª cascata de ultracentrífugas da usina de enriquecimento isotópico de Urânio na Fábrica de Combustível Nuclear, em Resende (RJ).

O funcionamento da cascata permitirá às Indústrias Nucleares do Brasil (INB) aumentar em 20% a produção de urânio, viabilizando a produção de 60% da necessidade de abastecimento da Usina de Angra 1.

Durante o evento o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, anunciou a destinação, nas próximas semanas, de R$ 20 milhões para a inauguração da 9ª e 10ª cascatas, a partir de 2020.

“Estabelecemos um diálogo objetivo e pragmático com a sociedade civil, o Congresso Nacional e os agentes econômicos, para, juntos, explorarmos as vantagens raras que o Brasil possui no cenário internacional”, disse.

“Presidente Bolsonaro, o senhor decidiu fazer do setor nuclear uma prioridade do seu governo. Sua presença nesta cerimônia marca o comparecimento do segundo Presidente da República a esta empresa, além do simbolismo e da celebração de mais um feito nacional”, completou.

Entre as vantagens citadas pelo ministro estão o domínio da tecnologia e do ciclo do combustível nuclear, a existência de expressivas reservas de urânio nos diversos quadrantes do território brasileiro e, por fim, a constatação de que “o país opera usinas nucleares de forma segura, por quase quatro décadas”.

Parque nuclear brasileiro

O ministro mencionou ainda que a extensão da vida útil de Angra 1 já foi requerida à Comissão Nacional de Energia Nuclear, com 5 anos de antecedência, contemplando uma prorrogação até 2044.

“É importante destacar que o parque gerador nuclear brasileiro está entre um dos mais eficientes do mundo. Nos últimos 3 anos, continuamos apresentando elevados níveis de desempenho, mantendo o Brasil classificado em 7º lugar dentre 31 países que possuem parque nuclear”, afirmou.

Bento Albuquerque falou sobre expectativa para o futuro: “A visão de futuro para o setor nuclear requer uma intensa sinergia entre governo, mercado e a sociedade organizada, quer pela convergência de esforços empreendidos, quer pelos extraordinários resultados até aqui alcançados. Tenho a convicção que o futuro nos reserva um setor nuclear brasileiro autosuficiente, pujante e soberano”, encerrou o ministro.

  • Fonte: Ministério de Minas e Energia