Presidente Jair Bolsonaro assina acordos na área de defesa durante visita ao Emirados Árabes Unidos

Fotos: Valdenio Vieira/PR

Durante cerimônia de oferenda floral no Monumento aos Mártires da Pátria (Wahat Al Karama) no último sábado (26), em Abu Dhabi capital do Emirados Árabes Unidos, o presidente da República, Jair Bolsonaro, anunciou que o governo fechou dois acordos de cooperação na área de Defesa, com este país árabe.

Segundo o presidente, o país precisa se rearmar para ter capacidade de se defender. “Ninguém quer um Brasil extremamente belicoso, mas precisamos ter um mínimo de poder de dissuasão.”

Bolsonaro falou que o Brasil foi “esquecido nessa área” nos últimos 30 anos. Em seguida, no entanto, disse que a área foi deixada de lado desde o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que governou o país entre 1995 e 2003.

De acordo com integrantes do Itamaraty, além das conversas relativas a produção e venda de armas, o governo deve assinar um acordo sobre proteção mútua de informações militares. Não foi falado que tipo de negócios ou acordos específicos irão ser assinando, que, segundo o presidente, são de responsabilidade do ministro Fernando Azevedo (Defesa).

O Brasil deseja vender aos árabes o cargueiro KC-390 da Embraer e trouxe junto em sua comitiva 29 empresas da área de Defesa, sob coordenação do almirante de esquadra Almir Garnier. O titular da pasta ficou no Brasil por causa dos trabalhos de contenção de danos do vazamento de óleo na costa do país.

Os memorandos firmados com o país árabe foram sobre a constituição e operação do Fundo Brasil-Emirados Árabes de Cooperação Estratégica para Expansão da Capacidade Produtiva do Setor de Defesa e um Memorando de Entendimento sobre Parceria Estratégica relacionada ao Desenvolvimento, Produção e Comercialização de Produtos de Defesa. O Itamaraty não detalhou o conteúdo dos acordos.



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