Primeiro teste de submersão estática do submarino Riachuelo

Durante quase um ano, engenheiros e técnicos da Itaguaí Construções Navais (ICN) estiveram, em cooperação com a Marinha do Brasil (MB), trabalhando na montagem e testes dos sistemas eletrônicos, mecânicos e hidráulicos do submarino Riachuelo.

Passado este período de finalizações, que incide desde o seu lançamento ao mar, o submarino realizou na última quinta-feira (21) o seu primeiro teste de submersão estática.

“O Riachuelo é uma combinação da tecnologia francesa com as necessidades da Marinha do Brasil (MB), para proteger o precioso patrimônio da ‘Amazônia Azul’ “, falou o diretor-presidente da ICN, André Portalis, durante breve explanação a imprensa antes do embarque.

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A força de trabalho para a construção e o desenvolvimento dos quatro submarinos convencionais é algo entorno de 17 mil pessoas, que trabalham em uma instalação industrial de última geração, para a construção de submarinos ultramodernos. São mais de 520 mil m² de oficinas, cais e meios industriais voltados para o projeto.

O início do teste

As 8h30 o submarino começou a ser desatracado do cais 13, localizado no Complexo Naval de Itaguaí. Dois rebocadores fizeram a vez de motor e leme do navio (neste tipo de teste de imersão estática, o submarino não usa nenhum tipo de propulsão), conduzindo-o até um ponto onde fica uma bóia.

No local, afastado oito quilômetros da costa, o submersível fora fundeado para que se pudesse começar o mergulho de 15 metros, a chamada profundidade de periscópio. Apesar de muitas funções a bordo ainda não estarem operacionais, os tripulantes aproveitam cada momento para aperfeiçoar o treinamento.

“Esse teste é extremamente importante porque é nele que a gente vai conseguir medir a estabilidade do submarino. A gente vai conseguir mensurar se o que foi projetado está correspondendo com a realidade, e que a gente possa continuar com os outros testes em segurança”, explicou o comandante do submarino, capitão de fragata Vale.

O submarino nacional

O navio desloca 1.870 toneladas e mede 72 mts. Pode alcançar velocidade de até 37 km / h (20 nós).  Projetado para ter autonomia de até 70 dias no mar, com uma tripulação de 35 militares, o “Riachuelo”, possui em seu arsenal: torpedos pesados, misseis de longo alcance e faz a deposição de minas.

Quando esta nova frota de submergíveis, começou a ser pensada, por volta de 2007, fora colocado que esta nova arma teria como elemento básico, a dissuasão naval.

As características de sua furtividade, imprevisibilidade e poder de fogo, são fundamentais nas ações de: vigilância, patrulha e eventual ataque de interdição. Mesmo contra inimigos de maior porte, a efetividade é garantida pela habilidade.