Projeto Combatente Brasileiro (COBRA): O Exército Brasileiro e a IMBEL preparam o soldado do futuro

O Exército Brasileiro desenvolve o Projeto Combatente Brasileiro (COBRA), Soldado do Futuro, um Sistema que contempla três necessidades fundamentais do combatente moderno: a LETALIDADE, o COMANDO E CONTROLE e a SOBREVIVÊNCIA. A IMBEL se junta aos esforços da Força Terrestre para concretizar o referido Projeto, oferecendo um conjunto de equipamentos e soluções que compõem sistemas forjados para atender a duas daquelas necessidades: LETALIDADE e COMANDO E CONTROLE.

O projeto COBRA, visa equipar os soldados de infantaria do Exército Brasileiro com sistemas de armas, comunicações, localização, e visão noturna, tudo integrado, o que permitiria que os militares do mesmo pelotão se comunicassem a distância, percebessem a presença do inimigo através de infravermelho, e várias outras funções, tudo integrado ao equipamento e armamento, este projeto vai se basear no sistema FELIN do Exército Francês.

Soluções para a necessidade LETALIDADE

No que tange à necessidade letalidade, a IMBEL participa do Projeto com os fuzis de assalto nos calibres 5,56×45 mm e 7,62×51 mm da família IA2, e pistolas no calibre 9×19 mm, além das facas de campanha IA2 e AMZ, objetivando aumentar a capacidade operacional individual do combatente e potencializar os efeitos do emprego coletivo desses Materiais de Emprego Militar (MEM) que são fabricados na Fábrica de Itajubá (FI). O Fuzil de Assalto 5,56 IA2 (Fz Ass 5,56 IA2) foi o primeiro fuzil da família IA2 cujas principais características são o peso reduzido, a maior compacidade, o uso intenso de polímeros de engenharia, a melhor ergonomia e a utilização de trilhos Picatinny (MIL STD 1913) para fixação de diversos acessórios.

O IA2 teve seu projeto iniciado em 2008 e, no ano de 2011, foi submetido à avaliação de protótipo de MEM para verificar a sua conformidade com os Requisitos Operacionais Básicos (ROB) nº 07/10-EME, de 03 de agosto de 2010 e com os Requisitos Técnicos Básicos (RTB) nº 04/10-DCT, de 28 de outubro de 2010, sendo considerado “CONFORME” com estes requisitos e homologado pela Portaria nº 001- DCT de 20 de janeiro de 2012. Em maio de 2012, iniciou-se a avaliação do lote piloto do MEM Fz Ass 5,56 IA2 para verificar a conformidade aos Requisitos Operacionais Conjuntos (ROC) nº 01/11-EMCFA, de 30 de junho de 2011, e com os RTB nº 02/12-DCT, de 25 de julho de 2012.

A avaliação foi concluída em dezembro de 2014 e o lote piloto do MEM foi considerado “CONFORME” com estes requisitos e o relatório homologado pela Portaria nº 007- DCT de 04 de fevereiro de 2015. O Fuzil de Assalto 5,56 IA2 foi adotado pelo Exército Brasileiro em 2013, através da Portaria Nº 211-EME, de 23 de outubro de 2013, e padronizado em 2015, através da Portaria Nº 188-EME, 27 de agosto de 2015, publicada no BE36/15, de 4/9/15. Atualmente, diversas unidades do Exército Brasileiro utilizam o IA2 tendo participado em missões de paz e em operações de Garantia da Lei e da Ordem.

Complementando a família de fuzis IA2, a IMBEL desenvolveu um fuzil de assalto no calibre 7,62, que se encontra em avaliação de protótipo de MEM no CAEx para verificar a conformidade aos Requisitos Operacionais Conjuntos (ROC) do fuzil médio das FFAA nº 02/11-EMCFA, de 30 de junho de 2011, e aos Requisitos Técnicos Básicos (RTB) nº 03/12-DCT, de 28 de outubro de 2010.

Atendendo à necessidade COMANDO E CONTROLE

Para atender à necessidade COMANDO E CONTROLE, a IMBEL oferece uma solução modular composta por três núcleos: processamento, comunicações e energia. Os seus sistemas e equipamentos constitutivos são desenvolvidos e produzidos na Fábrica de Material de Comunicações e Eletrônica (FMCE). O subsistema de processamento pode ser composto pelo Computador Tático Pessoal CTP-1410, um computador robusto e integrado ao TPP em linha, capaz de processar aplicações de comando e controle de interesse da Força.

Alternativamente, a IMBEL oferece o Compressor Tático de Vídeo CTV-1410 com a capacidade de gravação e transmissão de vídeo em tempo real, otimizado para um menor consumo de energia. As informações podem ser alimentadas e visualizadas por telas como o Visor Remoto Tático VRT-1410 ou tablets robustecidos de mercado. O subsistema de comunicações é composto pelo rádio tático UHF Transceptor Portátil Pessoal TPP-1400, de desenvolvimento e fabricação 100% nacional, aplicável para comunicações de curta distância.

Com capacidade de transmissão digital, geolocalização (GPS) e elevada durabilidade de bateria, foi padronizado pelo Estado Maior do Exército Brasileiro como Rádio Grupo 1 (Portaria Nº 313-EME, de 2 de dezembro de 2015). Para atender às diferentes tropas especializadas, o TPP-1400 é compatível com uma grande variedade de combinados de mão e de cabeça de forma a garantir que o combinado utilizado seja adequado à necessidade da missão. Destaca-se o Combinado por Condução Óssea OTF-2200 que é menos suscetível ao ruído do ambiente e deixa ouvidos e boca livres tornando-o compatível com equipamentos de proteção individual.

Para comunicações de média e longa distância, a IMBEL pode oferecer transceptores portáteis e veiculares na faixa VHF, também de tecnologia nacional, em soluções totalmente integradas. Todo o sistema pode ser alimentado ou recarregado pelo subsistema de energia composto pelas Baterias Inteligentes Táticas BIT-1410 e BIT-2590. Mais do que simples baterias, estes equipamentos são centrais de gerenciamento de energia, programáveis, controlando a recarga e a distribuição de alimentação para os demais equipamentos eletrônicos.

Dotados de baterias de alta densidade de carga, permitem maximizar a autonomia do combatente no cenário de operações. O carregador integrado permite, também, a recarga a partir de uma grande variedade de fontes de energia. O componente observação da necessidade COMANDO E CONTROLE do Projeto Combatente Brasileiro é potencializado por meio da integração de lunetas, binóculos e telêmetros de empresas parceiras, bem como a difusão de dados de inteligência, pela transmissão digital de imagens e vídeos obtidos por esses optrônicos.

O COBRA / IMBEL também permite a obtenção de uma elevada consciência situacional, outro importante componente da necessidade COMANDO E CONTROLE, através de georreferenciamento com o uso de receptor de Sistema de Posicionamento Global multiconstelação, transmissão desde mensagens curtas a imagens e vídeos em tempo real, e a capacidade de integrar-se aos sistemas de comando e controle em uso nas Forças Armadas. Para conhecer mais detalhes do projeto acesse um PDF da apresentação (Clique aqui).

* Com informações e dados da IMBEL

26 COMENTÁRIOS

  1. Sinceramente, tudo isso já existe há tempos lá fora, enquanto aqui no Brasil, tudo fica para o chamado futuro, porque o futuro é agora, e no mais, temos uma reserva não remunerada, que está abandonada a própria sorte, que não consegue trabalhar nem como um simples vigilante, e que poderia fazer desses homens uma Guarda Nacional, que como foi criada totalmente fora da constituição Federal, que pega Policiais de todo pais e que não era para fazer parte efetiva e sim militares da Reserva não remunerada, para seguir carreira já que nossas Forcas Armadas os abandona a própria sorte, e quando tem a sorte de trabalhar como vigilante, faz um trabalho totalmente diferente dos demais civis que atuam na mesma área, porque traz consigo a hierarquia e disciplina adquirida em seu pequeno período que passaram servindo a seu país e abandonados a própria sorte.

  2. Alberto,
    Teu comentário poderia ser razoável caso não tivesse comentado que as forças armadas os abandonam a própria sorte.
    Caso vc não saiba esses militares apesar de serem muito bons eles são temporários. Dentro da lei eles sabem que ao final do tempo irão embora da força “ponto”.

  3. Tudo isso daí, é investimento e pesquisa dos governos pt, se dependesse desse imbecil,/retardado que colocaram lá, as Forças armadas ainda estavam com os velhos FAL.

  4. Mudanças pra inglês ver, quer fazer mudanças úteis? Muda o coturno para algo mais moderno, muda a farda e usa mais leve, estamos completamente atrasados por conta de pensamentos retrógrados de oficiais generais. Países como o Peru já utilizam o fardamento todo modernizado, bobagem esse equipamento todo antes dessas mudanças mais urgentes. Puro marketing.

  5. Em todas as excelentes postagens e documentos sonbre estratégia de defesa disponibilizados pelo Ceeex, fica evidente que a imfantilidade sobre ecomomia política reina. Nenhuma Estatégia de Defesa se faz sob a hegemomia neoliberal absoluta e a vergonhosa atuação diplomática em curso. Desafio quem mostrem como.
    O exército agora vai ter que se decidir entre a destruição da sociedade junto com a deŕrota dos seus projetos sob o poder da Banca e um giro de 180 graus nessa imfâmia neoliberal que já destruiu qualquer possibilidade de qualquer coisa que não seja armar armar uma sociedade pobre, enlouquecida e violenta. Tudo o mais é bobagem que diz muito do que quer mas não sabe o que fazer com o mais desastroso entreguismo da nossa histótia.

  6. Esse projeto cobra não é novo… vem de muito tempo… engana se que foi Bolsonaro foi no governo do PT espero que agora ele seja entregue aos milhares para as forças de segurança

  7. As forcas armadas tem que parar de ficar se subdividindo. A Imbel é tão boa… que os Forças Especiais usam fuzis hk416, e durante muito tempo usaram o m4, tiveram até o hk g36. Nenhum equipamento dos EF é nacional, desde rádios, visão noturna, lunetas, red dot… . Por que somente alguns têm equipamentos realmente bons? O certo é todos trabalharem com o que há de melhor no mercado, já que se trata de defesa nacional, não?

  8. O futuro da Nação Brasileira e hoje, enquanto se fala de armamentos de tecnologia avançada o povo Brasileiro está morrendo de fome de saúde os idosos têm que comprar remédios caríssimos, os dentes não existe, desemprego para os nossos jovens nossa educação qual é o perfil, as drogas fazendo parte de enriquecimento dos grandes, enfim dá para escrever um livro. ACORDA BRASIL. PRESIDENTE A NAÇÃO BRASILEIRA PRECISA DO PQDT.

  9. Boa !
    Dês de 1995, quando Sr FHC era presidente do Brasil que às FFAAs está parda no tempo na questão armamento e treinamento!
    Esperamos que, todas as armas das FFAAs, tenham acesso a este material e a treinamento, e não se limitem apenas em ordem unida e faxina! 😎👉🔰

  10. Mais tanto investimento é possível,e deve ser feito sim. Mais tem que exigir mais rigor nestes soldados que estão servindo a pátria,fico triste de ver eles postando vídeos onde estão: fumando maconha,dançando funk,se comportando como gay,dançando a ritmo de cenas obscenas. Que vergonha para a corporação e os comandantes deste regimento ! então veja bem o que querem,e vejam a imagem que estão nos passando. Do quê é o exército Brasileiro.

  11. O fardamento super pesado e ultrapassado de mil novecentos e tarará. Cadê o colete?! Não adianta ter um capacete ultramoderno e outros apetrechos sem a agilidade, locomoção necessária ao militar que o fardamento moderno proporciona. Se não mudarem, esse projeto tá fadado ao fracasso. De cobra vai virar lagartixa.

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