Quando o governo francês emprega terroristas na Polícia

Michael Harpon, o terrorista infiltrado na Policia de Paris morreu como queria, como martir da Jihad Islâmica. Imagem via AFP.

Na quinta-feira dia 2 de outubro, um funcionário da “Prefecture de Police de Paris*” (Prédio do Comando das policias) esfaqueou e matou 5 colegas de trabalho, e feriu gravemente pelo menos outros 10, em um ato que inicialmente foi considerado como “caso de crime passional” pelas autoridades governamentais e policiais durante os primeiros dias. Porém o caso está muito além de uma provável rixa  ou caso amoroso mal resolvido entre colegas de trabalho.

O autor do ataque era Michael Harpon, de 45 anos, originário da Martinica, casado com Ilhan Harpon e tinham dois filhos de 9 e 8 anos, trabalhava no setor de informática da Policia de Paris, como contratado excepcional não concursado (comum na administração governamental em geral) e efetuou o ataque contra seus colegas de trabalho usando uma faca de cerâmica, que não foi detectada pelo controle e vigilância do prédio.

 

Inicialmente as autoridades negaram qualquer hipótese de ato terrorista, incluindo o próprio ministro do interior Christophe Castaner e todas as grandes mídias do país, porém o ataque do terrorista islâmico acontece justamente um dia após a maior marcha de protesto das polícias da França, que reclamam melhores condições de trabalho, e entre outras reivindicações,  denunciavam a manipulação política governamental nos serviços de policia, e também, a politica de facilitação de contratações de funcionários sem critérios adequados de segurança.

O ataque só  serviu para inflamar ainda mais os ânimos dos policiais franceses que se sentem usados e abandonados pelas políticas governamentais do presidente Macron e seus ministros.

Apesar de todos os esforços iniciais para minimizar a situação, o primeiro procurador da republica declarou em uma entrevista coletiva diversas evidências fortíssimas sobre o carácter terrorista e premeditado do ataque efetuado por Michael Harpor, como podemos ver no video abaixo.

https://www.tvlibertes.com/actus/attaque-a-la-prefecture-de-paris-le-premier-procureur-de-la-republique-confirme-clairment-le-caractere-terroriste-des-faits-assurant-quils-etaient-premedites

Porquê Michael Harpon atacou seus colegas?

De acordo com o testemunho de colegas aos investigadores, de policiais anônimos e  do sindicato de policia da França, o terrorista Michael Harpon era pacato, de comportamento exemplar e nunca apresentou sinais evidentes de radicalização, porém, o que começou a causar estranheza aos colegas foi quando ele ganhou a habilitação de serviço “Secret Defense” em 2017. A habilitação “Secret Defense” é uma autorização de trabalho e acesso à dados confidenciais de alto nível de segurança, jamais concedida à funcionários policiais ou não policiais sem uma série de  severos critérios de investigação social. E um belo dia Michael Harpon apareceu no serviço com a habilitação, fornecida aparentemente pela prefeitura de Paris, e isso deu a ele acesso total e irrestrito ao gigantesco banco de dados nacional de criminosos e terroristas procurados e investigações correlatas.
Quando isso ocorreu despertou  a apreensão dos colegas e superiores, que , pediram explicações ao departamento de recursos humanos da Prefeitura, e esta confirmou a concessão da habilitação, mas não deram razões convincentes para tal. Dentro dos fatos, foi solicitada uma investigação social mais aprofundada para Michael Harpon, e o óbvio ululante foi descoberto sobre sua ligação com islâmicos salafistas e outros “Fiche S” de todo o tipo.

Michael Harpon foi neutralizado por tiros de policiais que o enfrentaram quando ele tentava atacar outras pessoas na frente do predio da Prefeitura de Policia. Foto via AFP.

A surpresa geral foi quando a Prefeitura e outras autoridades policiais “desencorajaram” o aprofundamento das investigações sobre Michael Harpon para que não ocorresse um “atrito politico desnecessário” e acusações de racismo contra a Prefecture de Police!
Na semana que ocorreu o ataque, Michael Harpon seria chamado para prestar esclarecimentos junto aos seus superiores, e assim explicar sobre suas ligações com islâmicos salafistas e  seus acessos à arquivos confidenciais sem necessidade direta de seu trabalho, e, em seguida seria mantido em prisão preventiva. Misteriosamente Michael Harpon soube que fora descoberto e resolveu atacar antes e perecer como mártir da Jihad Islâmica…

Ligações perigosas por todos os lados

De acordo com as ultimas informações que foram divulgadas pelas autoridades e por policiais anônimos,  Michael Harpon trabalhava na manutenção do serviço de informática, era funcionário contratado pela prefeitura de Paris (Prefeita Anne Hidalgo-Partido Socialista) e foi indicado para a função por ordem administrativa da prefeitura.
Michael Harpon era convertido ao islã desde 2008, e, a pelo menos 2 anos frequentava mesquitas salafistas da região de Paris, mantendo fortes ligações com líderes religiosos extremistas que são catalogados como “Fiches S” (elemento suspeito de terrorismo e/ou outros crimes graves).
Durante o sábado vei à publico a informação que o próprio Michael Harpon era um “Fiche S” desde 2015, ou seja, alguém que deveria estar sob vigilância devido a suspeita de integrar grupos terroristas em território francês e jamais ter acesso à funções no serviço público.

Outra informação que faz o caso tomar proporções mais sérias é o fato de policiais da DDRP (Direction du renseignement de la préfecture de police de Paris) denunciarem que e sofreram pressões governamentais para não divulgar a informação que Michael Harpon era um “Fiche S” e que o fato também era de conhecimento de seus superiores!

Abdoul Hakim, amigo pessoal de Michael Harpon, sendo preso no dia 13 de maio de 2018. AFP. Patrick Herzog

Outra informação que foi confirmada pelas investigações em curso é a de que a esposa do terrorista, Ilhan Harpon (de origem argelina), também é uma “Fiche S” desde 2014, e trabalha também na Prefecture de Police de Strasbourg no setor de concessão de documentos para estrangeiros! Um dos melhores amigos do terrorista também morava em Strasbourg e é um “fiche S”, Abdoul Hakim, islâmico de origem chechênya que tinha ligações com Khamzat Azimov, um terrorista também de origem chechênya que realizou um ataques em 2018. Por incrível que pareça, Abdoul Hakin trabalhava no  l’Offi (Office français de l’immigration et de l’intégration), uma entidade governamental que regulariza documentos e procura emprego para imigrantes ilegais e refugiados.
As investigações também apontam para a possibilidade do terrorista ter usado documentos falsos fornecidos por pessoal do próprio serviços de polícia aonde sua mulher Ilhan Harpon trabalhava, pois em seu meio social ele usava até três nomes diferentes, todos de origem árabe.

Os danos que o infiltrado pode ter causado

As estimativas extraoficiais são que Michael Harpon teve acesso à mais de 10 mil fichas de terroristas e outros criminosos diversos, e que inicialmente teria manipulado dados de investigações  sobre terroristas salafistas procurados na França. Felizmente os serviços de informática das Policias possuem backups em diversos locais dentro e fora da França, o que minimiza os danos mas não remedia o vazamento de informações secretas para as mãos de grupos terroristas e/ou criminosos.
De acordo com informações oficiais da Prefecture de Police de Paris, somente na Prefeitura (Administração Municipal) pelo menos 28 pessoas estavam em investigação por radicalização islâmica e associação com salafistas, e os arquivos dessas investigações eram acessados por Michael Harpon frequentemente.
Michael Harpon e sua esposa Ilhan trabalhavam em dois setores nos quais o acesso para ferramentas de emissão de documentos era rotina, sendo assim, uma das hipóteses que está sendo fortemente estudada é sobre a possível ligação do casal Harpon com máfias  de tráfico de documentos para imigrantes ilegais e criminosos em geral.

E outra situação extremamente crìtica, Michael Hapon teve acessos constantes aos endereços de praticamente todos os policiais na ativa e na reserva da França, assim como de outras autoridades administrativas.

A infiltração de suspeitos de terrorismo no serviço publico, forças de ordem e até mesmo nas forças armadas da França

Confirmando  denuncias à muito tempo feitas pelas alas mais conservadoras da policia e forças armadas, o que acontece é a clara infiltração de colaboradores do terrorismo islâmico nas forças policiais francesas. Somente na Prefecture de Police de Paris existem mais de uma dezena de elementos que foram afastados das funções por suspeitas de ligações com o terrorismo islâmico.
Essas infiltrações de elementos suspeitos na administração pública ocorrem devido às facilidades criadas para a contratação de funcionários, cotas de concursos públicos, e principalmente para pessoas indicadas por partidos políticos para cargos diversos na administração pública. E esse tipo de contratação se tornou comum desde a ascensão do Partido Socialista ao poder na prefeitura de Paris e na República Francesa.
De acordo com diversas reportagens e investigações particulares, praticamente todos os setores da vida pública da França estão com casos de infiltração de elementos suspeitos de ligações com o terrorismo e/ou crime organizado islâmico. Os setores mais críticos são obviamente as forças de ordem, a administração pública e empresas privadas que administram serviços aeroportuários, navais e energéticos.
Nas Forças Armadas francesas o caso é inquietante, principalmente devido aos vazamentos de informações nas ações de guerra contra o terror que a França lidera na Africa e Oriente Médio, com casos registrados de fornecimento de informações secretas e até mesmo desvio de equipamentos destinados para forças aliadas.

*A Prefeitura de Polícia de Paris é a unidade do Ministério do Interior da França que fornece serviços policiais, de emergência e vários serviços administrativos à população da cidade de Paris e aos três departamentos suburbanos de Hauts-de-Seine, Sena-Saint-Pierre. Denis e Val-de-Marne. A princìpio pode ser considerada como uma instituição que as policias municipais, judiciária e gendarmeria trabalham em conjunto selecionando e triando os casos para melhor ação e administração de recursos e ações.

  • Com informações France Info, Valeurs Actuelles, Voice of Europe, Europe Israel press, France Inter, France 3 via redação Orbis Defense Europe.


1 COMENTÁRIO

  1. Em minha opinião, quem deve ser processada por este episódio em particular e por crime contra a segurança nacional na França é a Prefeita de Paris, Anne Hidalgo. Basta notar que esse evento é apenas o início de uma série de outros similares, visto que informação privilegiada vazada pelo terrorista deverá ser usada no futuro para novos ataques.
    Esse é o preço que a França está pagando por abaixar as calças ao socialismo e ao seu discurso barato do politicamente correto pró imigrantes. Adeus, França.

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