RED FLAG 2019

F-16 Fighting Falcon atribuídos ao 64º Esquadrão de Aggressores (AGRS) voam sobre Nevada e Faixa de Treinamento durante o Red Flag 18-3. O 64º AGRS serviu como parte das forças vermelhas durante o Red Flag 18-3 para preparar as forças aéreas de combate, tripulações conjuntas e aliadas para cenários realistas. (Foto por Airman Bailee A. Darbasie via USAF)

O exercício RED FLAG é o maior e mais completo programa operacional de combate da USAF, e um dos poucos que permite a participação ativa de forças aéreas de nações amigas em praticamente todo o tipo de simulação de combates aéreos e outras atividades correlatas, permitindo o máximo em realismo dentro dos melhores padrões de segurança operacional e de vôo.
O Red Flag é considerado tão importante para os “Airmen” da USAF que, hoje se torna inadmissível um militar da USAF, seja qual for o rank, praça ou oficial; dar baixa sem ter participado de ao menos uma edição do exercício, salvo raras exceções.
O RED FLAG se tornou legendário a ponto de inspirar filmes e até um jogo de vídeo game sendo estes; “Red Flag, the Ultimate Game” de 1981 e Combat Flight Simulator (2004) e sua estrutura serve de base até hoje para exercícios de outras nações aliadas como o “Anatolian Eagle” na Turquia, Blue Flag em Israel, Maple Flag no Canada e até mesmo para o aperfeiçoamento do programa “Top Gun” da U.S. Navy, pois este originalmente surgiu como uma escola de aplicações táticas.

(U.S. Air Force photo by Master Sgt Michael Jackson).

A programação do exercício Red Flag é realizada basicamente em três etapas de duas semanas cada, em épocas diferentes do ano, pois a intenção é que dessa maneira todas as unidades de países da aliança NATO/OTAN assim como outros países aliados possam agendar suas participações dentro de suas disponibilidades. Dependendo da quantidade de unidades que participam, o exercício pode ser realizado em até seis edições, e, com no mínimo quatro edições por ano.
Em paralelo ocorrem também até quatro edições do RED FLAG na Eielson AFB no Alaska, o que faz do RED FLAG o maior exercício de aviação de combate do mundo.
No caso do RED FLAG Alaska, o interessante é o uso de uma região tão grande quanto a da USAF em Nevada, mas que não oferece riscos ao tráfego aéreo civil que é intenso nos USA. Outra diferença do Red Flag Alaska para o Red Flag de Nellis é a participação de países aliados da região do Oceano Pacifico e Ásia.

A primeira edição do exercício Red Flag foi em 1975, e a intenção inicial do exercício era promover as novas doutrinas de operações integradas e/ou conjuntas da USAF com a U.S. Navy, U.S. Mariners, U.S. Army, e depois, o exercício evoluiu para a integração com as unidades especificas de Forças Aéreas de nações integrantes da aliança NATO/OTAN e outras nações amigas, criando assim uma cultura de doutrina internacional ampla para as operações de cenários hipotéticos de operações conjuntas globais contra o extinto Pacto de Varsóvia e na atualidade, apenas a Rússia e China.

O exercício RED FLAG é organizado e conduzido sob responsabilidade do United States Air Force Warfare Center (USAFWC) em conjunto com o 414th Combat Training Squadron (414 CTS) da 57th Wing (57 WG) todos sediados na Nellis AFB.

Nesse ano de 2019 o exercício Red Flag serà dividido em três fases nas seguintes datas:

– Red Flag 19-1: 26 janeiro à 15 fevereiro.

– Red Flag 19-2: 3 à 16 de março.

– Red Flag 19-3: 14 à 31 de julho.

Obs: datas sujeitas a modificações.

O local

A base aérea de Nellis, localizada no estado de Nevada, é uma das maiores do mundo e acabou por se tornar o lar do tradicional exercício RED FLAG, com uma área de aproximadamente 15 mil milhas quadradas, que compreende uma área de treinamento e outra de testes gerais adicional de 4.700 milhas quadradas no deserto de Nevada. Uma área em que 80% da munição usada é real para um treinamento dentro dos melhores padrões do mundo, denominada “Nevada Test and Training Range” (NTTR), uma superfície que equivale a metade do território da Suíça.

A àrea utilizada pela Nellis AFB tests & trainning àrea tem metade do tamanho da Suìça e inclusive é là que se localiza a famosa “Area 51”.

A Região da área de testes e treinamento de Nevada usada pela Nellis AFB é uma das mais movimentadas do mundo com operações 24h por dia, 7 dias da semana e os treinamentos tem pausas somente em alguns importantes feriados nacionais ou sob determinações especiais.


Na “Nellis AFB tests & trainning àrea” são conduzidos praticamente todo o tipo de ensaio e treinamento de combate que estão previstos na atualidade das operações da U.S. Air Force que poderão ser aplicados em qualquer parte do mundo, com exceção apenas para testes de armas do âmbito NQBR.

Como é o básico do exercicio

Em um típico exercícios RED FLAG ocorre a situação de confronto entre duas forças oponentes, sendo basicamente; Blue Forces (Forças Azuis, amigas) e RED FORCES ( Forças vermelhas, inimigas) que se engajam em ações de combates, mas sem disparos reais.

As Blue Forces são compostas de unidades do Air Combat Command (ACC), Air Mobility Command (AMC), Air Force Global Strike Command (AFGSC), Air Force Special Operations Command (AFSOC), United States Air Forces Europe (USAFE), Pacific Air Forces (PACAF), Air National Guard (ANG), Air Force Reserve Command (AFRC), Air Force Space Command (AFSPC), Unidades de Aviação da U.S. Navy, U.S. Marine Corps e unidades do U.S. Army, Royal Air Force, Royal Canadian Air Force, Royal Australian Air Force, bem como unidades de nações aliadas convidadas para o “Blue Team”.

Gen. Mike Holmes, the commander of Air Combat Command, listens to the pre-fight familiarization with Maj. Nick Krajicek, a pilot assigned to the U.S. Air Force Air Demonstration Squadron, who will be flying him Jan. 9, 2019, at Nellis Air Force Base, Nevada. This was Holmes’ first time flying in an F-16 Fighting Falcon fighter jet. (U.S. Air Force photo by Senior Airman Andrew D. Sarver)

As forças “vermelhas”(adversarias) são compostas pelas; 57th Wing’s 57th Adversary Tactics Group (57 ATG), flying F-16s from the 64th Aggressor Squadron (64 AGRS)[4] and F-15s from the 65th Aggressor Squadron (65 AGRS) todas unidades que são especializadas em prover a emulação de cenários realísticos de forças de ataque oponentes.

Airman 1st Class Clayton Ackerman, 757th Aircraft Maintenance Squadron Strike Aircraft Maintenance Unit F-15E Strike Eagle fighter jet maintainer, launches an F-15E during the Weapons School Integration (WSINT) Dec. 4, 2018 at Nellis Air Force Base, Nevada. Completing WSINT requires a working relationship with aircraft maintainers, whose roles in the exercise are vital. (U.S. Air Force photo by Airman 1st Class Bailee A. Darbasie)

E o “Red Team” é incrementado também com a participação das seguintes unidades; U.S. Air Force, U.S. Navy and U.S. Marine Corps units flying in concert with the 507th Air Defense Aggressor Squadron’s (507 ADAS) electronic ground defenses and communications, and radar jamming equipment. The 527th Space Aggressor Squadron (527 SAS), an Active Duty unit, and the 26th Space Aggressor Squadron (26 SAS), an Air Force Reserve Command unit. 

A primeira unidade a chegar e seu contingente

A primeira unidade que toma parte no Red Flag 2019 é a “388th Fighter WIng”, baseada em Hill, estado de Utah, que opera o moderníssimo F-35A .

A formation of F-35A Lightning IIs, from the 388th and 419th Fighter Wings, fly over the Utah Test and Training Range as part of a combat power exercise on Nov. 19, 2018. The exercise aims to confirm their ability to quickly employ a large force of jets against air and ground targets, and demonstrate the readiness and lethality of the F-35. As the first combat-ready F-35 units in the Air Force, the 388th and 419th FW at Hill Air Force Base, Utah, are ready to deploy anywhere in the world at a moment’s notice. (U.S. Air Force photo by Staff Sgt. Andrew Lee)

A unidade operadora mobilizou 200 militares, incluindo reservistas da “419th Fighter Wing”, convocados excepcionalmente para o exercício.
A “388 Fighter Wing” foi a primeira unidade operacional da USAF a receber os modernos F-35A Lightinig II em outubro de 2015, e entre as muitas missões de combate de superioridade aérea, ataque ao solo e ciberwar, a unidade também atuará prestando apoio de manutenção em conjunto e parceria para unidades australianas e britânicas operadoras do F-35, em uma movimentação que envolvem em torno de 100 aeronaves e 2000 militares no total do “F-35 team”.

Os Esquadrões “Agressors”

Os famosos “Agressors” são os esquadrões ou aeronaves solo que voam contra os pilotos que estão em treinamento, e são selecionados entre os melhores pilotos da USAF, treinados em programas específicos dos mesmos moldes operacionais e doutrinários da antiga União Soviética e outros inimigos contemporâneos, para simular os cenários mais realistas possíveis.

F-16C 86-0280 64th Aggressor Squadron (64 AGRS) Red Flag 16-3Las Vegas – Nellis AFB (LSV / KLSV) July 19, 2016. Foto por Tomas Del Coro via USAF.

As unidades encarregadas das atividades “Agressors” são respectivamente os; 414th Combat Training Squadron (414 CTS) está encarregado de organizar as atividades operacionais diversas na Nellis AFB e o 64th Aggressor Squadron (64 AGRS) que efetua exclusivamente as atividades de vôo nos combates aéreos contra as unidades participantes do exercício.

Uma das características marcantes dos “Agressors” é a utilização de aeronaves consideradas ultrapassadas para o moderno cenário do combate aéreo, mas que na realidade ainda possuem excelentes performances de vôo com características muito próximas às aeronaves utilizadas pelas forças do extinto Pacto de Varsóvia/URSS.

Formation of seven F-5E aggressors of the 57th FWW on Jan. 4, 1985. (U.S. Air Force photo)

Entre as aeronaves empregadas como “Agressors” está o Northroph F-5 Tiger II, bem conhecido dos brasileiros, aeronave esta que està em curso de substituição pelos General Dynamics F-16 e Boeing F/A-18 Hornet. O curioso é que empresas particulares (tais como a Drakken International) que trabalham exclusivamente com treinamentos de combate aereo para a USAF e U.S. Navy estão adquirindo essas aeronaves, efetuando nelas processos de modernizações para aumentar a vida útil das aeronaves e incrivelmente atingindo resultados tão interessantes ou em alguns casos até melhores que os apresentados por aeronaves mais modernas como o F-16!

A FAB no Red Flag

A FAB não participarà do exercicio em 2019, mas a nossa Força Aérea Brasileira jà participou em três edições anteriores, atingindo nìveis acima da média para unidades estrangerias participantes em todos os anos que esteve no Red Flag.

O convite da USAF

No final de 1994, sob coordenação do Military Liason Office (Escritório de Ligação Militar) da Embaixada Americana em Brasília, foi realizada a primeira exposição da USAF sobre o exercício Red Flag, onde no final foi feito o convite formal para que a FAB enviasse um esquadrão para Nellis. Dentro Estado Maior da Aeronáutica, desde esta época começou a cristalizar na mente do oficialato que qualquer futuro para a FAB forçosamente passava pela experiência ensinada em Nellis. Evidenciando isso já no ano seguinte a Aeronáutica declarou seu interesse em participar e recebeu o de acordo do Departamento de Estado americano. Para 1996, a participação no Red Flag foi inserido no PLAMTAX quanto no PBECA, o Plano Básico Emprego da FAB. Por razões orçamentárias no entanto isso não se realizou. Em paralelo, ocorreram vários exercícios Tigre onde os F-5Es do 1o GAvC e os AMX do Adelfi ambos da Base Aérea de Santa Cruz, operaram com os F-16 da USAF nos exercícios Tigre realizado entre 1994 e 98.

(trecho de texto via blog Base Militar, http://www.alide.com.br/joomla/index.php/component/content/article/58-ed11/186-red-flag-parte-2)

Em 1998, a FAB participou pela primeira vez da Operação Red Flag, também na Base Aérea de Nellis-NV. Na ocasião, foram deslocadas seis aeronaves A-1 do 1º Esquadrão do 16º Grupo de Aviação (1º/16º GAV), que cumpriram missões de ataque ao solo.

Foto via Força Aérea Brasileira.

A FAB participaria novamente deste exercício, no período de 21 de julho a 2 de agosto de 2008, com seis aeronaves F-5M do 1º Esquadrão do 14º Grupo de Aviação (1º/14º GAV), uma aeronave KC-137 – Boeing – do 2º Esquadrão do 2º Grupo de Transporte (2º/2º GT), e um C-130 como apoio ao traslado. Participaram 86 militares brasileiros envolvidos na operação, entre pilotos, mecânicos e integrantes do Estado-Maior, responsável por todo o planejamento, coordenação e execução das atividades.
Além dos Estados Unidos e Brasil, Turquia, Suécia e México fazem parte da Red Flag 2008-3, sendo que esse último esteve presente como observador para uma futura participação.
Em 2013 a FAB participaria de novo 16 a 25 de julho, com 6 caças F-5M do 1° GAvCA e 1 Boeing KC-137 do 2°/2° GT, além dos C-130M que atuaram no transporte de materiais de apoio.

Os Paises que ja participaram do RED FLAG em NELLIS AFB:

Australia
Belgica
Brazil (July 1998, August 2008 and July 2013)
Canada
Chile
Colombia
Dinamarca
Egyto
Finlandia
France
Germany
Greece
India
Israel
Italia
Jordania
Japão
New Zealand
Netherlands
Norway
Pakistan
Poland
Portugal
Sweden
Singapore
Saudi Arabia
South Korea
Spain
Morocco
Republic of China
Thailand
Turkey
United Arab Emirates
United Kingdom
Venezuela (1992)

Os Paises participantes do RED FLAG Alaska:

Australia,
Canada,
France,
Germany,
India,
Italy,
Japan,
Malaysia,
Mongolia,
Netherlands,
New Zealand,
Norway,
Poland,
Philippines,
Singapore,
South Korea,
Spain,
Sweden,
Thailand,
Turkey, and the
United Kingdom

Com informações via Nellis AFB/Red Flag, USAF.



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