Regime de Nicolas Maduro usa Forças Especiais para aterrorizar militares

Integrante da FAES durante a "posse" de Nicolas Maduro, imagem via Notitarde Venezuela.
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Por: Redação OD Europa.

As FAES, ou “Fuerzas de Acciones Especiales” ganharam grande notoriedade desde a ascensão de Nicolas Maduro no poder, e agora diante da crise que ameaça a permanência do governo bolivarianista na Venezuela, essa força tem se destacado em ações extremamente polêmicas para uma força militar que se preze.

Criada no ano do primeiro mandato de Nicolas Maduro para combater as ditas ameaças “terroristas internas” e atividade do crime organizado que envolve a atividade de milícias e outros grupos paramilitares considerados criminosos pelo governo bolivarianista da Venezuela, essa força conta hoje com aproximadamente 1.300 operadores, recrutados de diferentes ramos das forças armadas e das policias; recebem armas sofisticadas; toda sorte de equipamento dos mais modernos e acesso à treinamento de elite ministrado por forças russas e chinesas, assim como um pacote de pagamento & beneficios muito acima da média dos militares de funções semelhantes.

Em seus meios de comunicação oficiais, as FAES se apresentam como uma das muitas unidades especiais criadas para a proteção do povo, manutenção da paz e segurança interna. Porém o que está sendo denunciado por muitas organizações humanitárias e até mesmo por militares dissidentes do regime, é que, essa unidade de Forças Especiais é usada apenas com o intento de força intimidadora e repressora do governo de Nicolas Maduro, inclusive sendo acusada de crimes de extermínio contra outros militares e policiais que simplesmente foram considerados suspeitos de falta de lealdade ao governo bolivarianista, atuando na realidade como uma “Policia Politica Militar” de intimidação e repressão contra as forças armadas e policiais na Venezuela.

As FAES possuem treinamento extremamente avançado, realizado presencialmente com o apoio de chineses e russos, bem como com viagens prêmios para paises europeus, obviamente disfarçados como civis que frequentam cursos de PMC’s.

Em um dos vídeos divulgados em suas redes sociais, o dito comandante da FAES exorta as tropas de todas as forças militares a manter absoluta lealdade para com Nicolas Maduro nessa “difícil fase de governo”. Não obstante outros discursos de aparente cunho patriótico, as ameaças veladas e indiretas são uma constante dos discursos e postagens nos canais oficiais de comunicação das FAES. Mesmo para fracos entendedores, a mensagem é bem compreendida…

Até o momento pelo menos 430 mortes são atribuídas aos integrantes das FAES, e apesar de toda a polêmica dentro das proprias Forças Armadas Bolivarianas da Venezuela, o General Tarik Willian Saab, um dos responsáveis pela “Corregedoria Militar” bolivarianista, afirmou em entrevista na TV que os atos que forem denunciados serão investigados e que a responsabilidade de prováveis atos fora da lei cometidos por integrantes das FAES serão avaliados individualmente e que não devem ser considerados como uma responsabilidade da FAES (!?!).

Apesar de toda a controvérsia, as FAES continuam a “visitar” unidades militares, policiais e até mesmo instituições civis sem prévio aviso para conduzir buscas e capturas de “terroristas e espiões” que ameaçam o regime bolivariano de Nicolas Maduro.

Com informações da Agencia France Press & Special Ops Magazine USA via redação Orbis Defense Europa.

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