Rússia condena ataques dos EUA na Síria

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Imagem via redes sociais.

A Rússia, por meio da porta-voz de sua diplomacia Maria Zakharova, denunciou os ataques realizados pelos Estados Unidos na Síria em 25 de fevereiro, que, segundo este último, visavam milícias pró-Irã.

“Condenamos veementemente essas ações e pedimos respeito incondicional pela soberania e integridade territorial da República Árabe Síria”, disse a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores russo Maria Zakharova em 26 de fevereiro, um dia após os ataques realizados pelos Estados Unidos na Síria .

E para acrescentar: “Reafirmamos nossa rejeição a qualquer tentativa de fazer do território sírio uma arena de acerto de contas geopolíticas”.

A televisão pública síria (SANA Syria), por sua vez, denunciou uma “agressão americana”, confirmando que “ataques aéreos tinham como alvo áreas da fronteira síria-iraquiana”.

Os Estados Unidos atacaram uma infraestrutura em 25 de fevereiro que se acredita ser usada por milícias pró-Irã no nordeste da Síria, que é a primeira operação militar do governo Joe Biden.

Descrevendo esta operação militar como “defensiva”, o porta-voz do Departamento de Defesa dos Estados Unidos John Kirby especificou que os ataques destruíram “múltiplas infra-estruturas localizadas em um posto fronteiriço utilizado por milícias apoiadas pelo Irão, em particular o Kataeb Hezbollah”. “Os ataques foram autorizados em resposta a ataques recentes contra funcionários dos EUA e da Coalizão no Iraque, e ameaças contínuas contra esse pessoal”, disse ele.

Em 25 de fevereiro, o porta-voz do Pentágono enfatizou que “esta resposta militar proporcional foi realizada em paralelo com medidas diplomáticas, em particular consultas com os parceiros da coalizão anti-jihadista” no Iraque e na Síria. “A operação envia uma mensagem inequívoca: o presidente Biden protegerá as forças dos EUA e da coalizão”, concluiu. “Ao mesmo tempo, agimos de forma calculada para acalmar a situação no leste da Síria e no Iraque”.

Importante salientar que ataques anteriores dos EUA e outros países (exceto os ataques da Turquia) na Síria foram contra bases de terroristas islâmicos do ISIS e seus associados, e aconteceram sempre com o aval da Rússia, existindo sempre uma prévia coordenação entre os lados, pois quem controla o espaço aéreo da Síria são as Forças Aeroespaciais Russas, em acordo com o governo sírio de Bashar el Assad.

Enquanto o presidente Joe Biden aguarda um gesto de Teerã antes de restabelecer o acordo nuclear com o Irã, do qual Washington se retirou em 2018 sob o governo de Donald Trump, três ataques foram atribuídos pelas autoridades americanas a grupos armados pró-iranianos nos últimos dias.

  • Com informações do Ministério das Relações Exteriores russo, SANA Syria e Russsia Television via redação Orbis Defense Europe.

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