Rússia testou míssil hipersônico Tsirkon no Ártico

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Fragata "Almirante Gorshkov" efetuando o disparo do míssil Tsirkon (ou Zirkon). Foto via Assessoria de imprensa do RF Ministério da Defesa / TASS.

A fragata Admiral Gorshkov testou o Tsirkon várias vezes nos últimos anos, mas essa é a primeira vez que o míssil é disparado de um navio de guerra na região do Artico no norte do país.

O presidente Vladimir Putin apelidou o Tsirkon e outras armas de ponta de “invencíveis”, já que Moscou espera ganhar vantagem em qualquer corrida armamentista com os Estados Unidos em meio a tensões crescentes.

As armas hipersônicas são muito mais difíceis de rastrear e interceptar do que os projéteis tradicionais porque podem viajar mais de cinco vezes a velocidade do som e manobrar em pleno vôo.

O último lançamento atingiu um alvo no Mar Branco, disse a agência de notícias estatal TASS citando o Ministério da Defesa russo.

“O alvo foi atingido de maneira direta”, disse o Ministério da Defesa. Os navios de superfície da Frota do Norte e a aviação naval ajudaram a garantir o disparo e o fechamento da área”, acrescentou.

De acordo com a TASS, a Rússia planeja testar outros cinco mísseis Tsirkon nas próximas semanas.

O Tsirkon se juntará aos veículos planadores Avangard e aos mísseis lançados do ar Kinzhal (Dagger) no arsenal hipersônico da Rússia.

O míssil hipersônico Zircon atinge um alvo naval não especificado ( alvo flutuante montado ou embarcação condenada e/ou descomissionada) no Mar Branco com um impacto direto certeiro e bem centrado na estrutura do alvo. O vôo do foguete correspondeu aos parâmetros especificados, anotados no Ministério da Defesa da Federação Russa

Anteriormente, uma fonte da TASS relatou que os testes do Zircon começariam em novembro e continuariam em dezembro. No total, está prevista a realização de cinco lançamentos contra alvos marítimos e costeiros.

Abaixo, um vídeo institucional sobre o lançamento no Artico e os primeiros testes do Tsirkon:

  • Com informações TASS, Russian Federation Ministry of Defense e The Moscow Times, via redação Orbis Defense Europe/Genebra.