Se Kim autorizar, um míssil será lançado a qualquer momento!

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A Península Coreana imergiu novamente em tensão e incerteza. A Coreia do Norte vem demonstrando se preparar para um próximo lançamento de foguete do tipo longo alcance sob a lápide de lançar um satélite artificial no espaço, este levantamento vem da inteligência conjunta entre Coreia do Sul e EUA, e muito se deve ao último evento militar em larga escala conduzido em Pyongyang que não apresentou o temível míssil balístico de longo alcance anunciado durante o congresso do partido, incluindo novas armas nucleares táticas e ogivas, submarinos nucleares, satélites espiões e armas hipersônicas.

Mas se não foi apresentado no evento, por que a preocupação sobre algo ainda inexistente? Infelizmente o cenário bélico não se processa nesta sutileza, a inteligência americana havia levantado o aprimoramento do sistema de foguetes de lançamento múltiplo (MLRS), designado como KN-25, que fora apresentado na noite de 14 de janeiro, bem como os mísseis guiados de precisão KN-23 e KN-24 aparentemente inspirados no Iskander russo e no Sistema de Mísseis Táticos do Exército dos EUA (ATACMS), respectivamente.

Notoriamente, os dispositivos são de grande importância na artilharia terrestre norte-coreana, mas a grande cereja do bolo veio no mais novo mascote balístico lançado por Kim, o míssil balístico lançado por submarino (SLBM) denominado Pukguksong-5. Sendo assim, a inteligência em conjunto muito provavelmente tenha levantado movimentações em infraestruturas secretas dos coreanos que correspondem ao desenvolvimento de um míssil de longo alcance.

Como parte do fortalecimento das relações de aliança dos EUA e atenuar o poder dos norte-coreanos, e tendo como pano de fundo a revisão da política sobre a nação já na Administração Biden, representantes dos EUA, Japão e República da Coreia do Sul (ROK) realizaram a primeira reunião trilateral da Administração Biden para trocar opiniões sobre Desafios relacionados à Coreia do Norte, buscando o compromisso contínuo com a desnuclearização e a manutenção da paz e da estabilidade na península coreana.

A reunião trilateral soou como um aviso imediato a Kim Jong-un em pensar duas vezes antes de avançar com seus supostos planos “aeroespaciais” que, por baixo do pano, comporta-se como testes balísticos em larga escala sob o risco de atingir nações muito próximas.

Em 2016, Kim lançou um foguete de longo alcance carregando o satélite Kwangmyongsong-4, batizado em homenagem ao falecido líder Kim Jong-il, atraindo nova condenação internacional poucas semanas depois de realizar um teste de bomba nuclear. Segundo a mídia estatal, o teste havia sido um “sucesso total” e o satélite já estava fazendo uma órbita polar da Terra a cada 94 minutos.

De fato, o evento de 2016 trouxe maiores experiências e novas otimizações dos próximos seguimentos de mísseis balísticos, e pela distância temporal do fato passado com o provável teste em curso, as preocupações americanas giram em torno de encontrar as características do dispositivo.

Para isso, e após entendimento na reunião trilateral, a Marinha Americana despachou o mais avançado navio de reconhecimento de mísseis e foguetes USNS Howard O. Lorenzen (designado como T-AGM 25).

O navio da classe de 12.000 t foi equipado com um radar de disposição de fase ativa (AESA) capaz de captar a trajetória de mísseis balísticos e acompanhar com precisão aeronaves ao redor de 1000 km.

Com base no sistema AESA, uma antena de matriz eletrônica acoplada no navio emite feixe de ondas de rádio em diferentes direções sem a necessidade de mover o dispositivo físico, captando, assim, diversos equipamentos aéreos que estejam na varredura do feixe.

Segundo a 38 North, grande quantidade de neve foi removida do local de lançamento e das estradas de Dongchang-ri e que está mantendo o estado de preparação necessário para a possível operação balística.

Fontes militares sul-coreanas disseram: “Se o líder norte-coreano Kim Jong-un der instruções, ele estará pronto para atirar a qualquer momento.” A ONU havia proibido a Coreia do Norte de lançar foguetes montados em satélites, dizendo que isso estava relacionado ao desenvolvimento de tecnologia de mísseis balísticos, atividade que extrapola consideravelmente a intenção global em desnuclearizar a região.

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