Secretário de Estado de Polícia Militar do Rio de Janeiro rebate críticas feita pelo prefeito Marcelo Crivella

O prefeito do município do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, durante discurso para funcionários da Fundação Parques e Jardins, no dia de ontem (19), criticou a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, na forma de generalizar que todo policial é corrupto. O prefeito falou: “Por que esses meninos (do tráfico) são tão valentes? É porque, quando o político rouba e fica rico, o comandante do batalhão também quer ficar rico. O coronel quer ficar rico. O tenente, o sargento querem ficar ricos. Aí, eles sobem o morro para pegar o arrego. O arrego é o troco da cocaína” — disse.

A afirmativa do prefeito, gerou revolta no Secretário de Estado de Polícia Militar, coronel PM Rogério Figueredo de Lacerda, que emitiu nota de repúdio:

“Lamentável e inacreditável que o Prefeito do Município do Rio de Janeiro – uma cidade com problemas tão sérios a resolver – seja capaz de proferir declarações tão absurdas durante uma reunião pública. Desprovido de senso de justiça e conhecimento dos fatos, o Sr. Marcelo Crivella ofendeu de forma cruel uma legião de 45 mil policiais militares. São homens e mulheres honrados que diariamente enfrentam a criminalidade para defender a sociedade. Muitos, como mostram as estatísticas, perderam suas vidas. 

A Polícia Militar tem por tradição o compromisso de combater de forma intransigente os desvios de conduta de alguns de seus membros que optam por se aliar ao crime. São exceções e não regra. Não há instituição tão rigorosa com os malfeitos do que a Polícia Militar. Se todas as instituições públicas tivessem o mesmo compromisso histórico, nosso país estaria hoje em outro patamar.  Em nome da Corporação, registro meu veemente repúdio às declarações do Prefeito do Rio de Janeiro.”

Coronel  Rogério Figueredo de Lacerda

Secretário de Estado de Polícia Militar

Procurado após o evento por jornalistas, Marcelo Crivella disse que a corrupção atinge apenas uma “parcela mínima” dos PMs, como tentativa de minimizar as palavras proferidas no evento.

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