Secretário de Estado dos EUA diz que país está preparado para intervenção militar na Venezuela, ‘se necessário’

Membros da Guarda Nacional Bolivariana que se uniram a Juan Guaidó. Foto: FEDERICO PARRA / AFP

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo , afirmou nesta quarta-feira (01) que o país está preparados para, se necessário for, intervir militarmente na Venezuela. Está previsto que ele converse nas próximas horas com o chanceler da Rússia, Sergei Lavrov, sobre a escalada de tensões no país sul-americano nas últimas 24h.

“O presidente Donald Trump, foi incisivo, transparente e incrivelmente coerente. Uma ação militar é possível e se for necessário, é o que os Estados Unidos vão fazer”, disse Pompeo à rede Fox Business, ressalvando ainda que “nós preferimos uma transição pacífica de poder, com a saída de Maduro e a realização de novas eleições”.

Uma viagem à Europa do secretário de Defesa interino dos EUA, Patrick Shanahan, foi cancelada por conta da situação na Venezuela. Por sua vez, o Pentágono negou ao Congresso que tenha recebido ordens de se preparar para um conflito militar.

“Nós, é claro, sempre revisamos as opções disponíveis e os planos para contenciosos. Mas, neste caso, não recebemos este tipo de ordens”, disse Kathryn Wheelbarger, secretária assistente de Defesa para Assuntos de Segurança Internacional.

Na terça-feira (30), Pompeo acusara a Rússia de ter convencido Nicolás Maduro a permanecer na Venezuela, quando o presidente já estava pronto para embarcar num avião para Cuba. O governo russo e Maduro, entretanto, negam.

O conselheiro de Segurança Nacional americano, John Bolton, por sua vez, não quis detalhar o quanto os Estados Unidos sabiam sobre o envolvimento russo nos planos de Maduro para reagir à chamada “Operação Liberdade”, convocada na manhã de terça pelo líder opositor Juan Guaidó para colocar “fim definitivo à usurpação” do poder por Maduro.

Mas deixou claro que a interferência de Moscou não era nada bem-vinda. “Este é nosso hemisfério. Não é onde os russos devem interferir. É um erro da parte deles’, disse Bolton a jornalistas no jardim da Casa Branca.

Com um balanço de 109 feridos e 119 pessoas detidas na terça-feira, a Venezuela poderá viver um novo dia de protestos nesta quarta. Guaidó convoca pelas redes sociais “a maior marcha da História” do país, enquanto o seu paradeiro permanece desconhecido.

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  • Com informações de agências de notícias internacionais


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