Secretário de Produtos de Defesa apresenta a Economia de Defesa para alunos do Curso de Logística e Mobilização

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O Curso de Extensão de Logística e Mobilização, que está sendo realizado desde 10 de fevereiro de 2020, na Escola Superior de Guerra (ESG), Campus Brasília, busca o nivelamento de conhecimentos e o intercâmbio de experiências acerca de boas práticas nos assuntos relacionados à Logística Militar de Defesa e à Mobilização.

O curso visa formar e contribuir para a evolução da doutrina de logística conjunta e fomentar a interoperabilidade entre as Forças Singulares, a fim de identificar e minimizar as limitações, bem como potencializar as capacidades militares das Forças Armadas.

Em sua segunda edição, o Curso é conduzido pela Chefia de Logística e Mobilização, sob a supervisão acadêmica da ESG, e busca a capacitação de pessoal para o desempenho dos cargos gerenciais de assessoramento no nível estratégico, ligados à Logística Militar e à Mobilização, no âmbito do Ministério da Defesa e das Forças Singulares.

Nessa edição de 2020, o curso conta com 40 alunos, todos oficiais superiores, sendo 17 do Ministério da Defesa, seis da Marinha do Brasil, 13 do Exército Brasileiro e quatro da Força Aérea Brasileira.

Nesse contexto, o Secretário de Produtos de Defesa do Ministério da Defesa (SEPROD/MD), Marcos Degaut, proferiu palestra para os participantes do Curso, nessa terça-feira (18).

Em sua apresentação, o Secretário destacou o trabalho que vem sendo desenvolvido pelo MD, no sentido de consolidar a nova agenda estratégica de defesa, por meio de um planejamento estratégico, integrado e consistente.

Degaut também mostrou as ações promovidas pela Secretaria, especialmente no que se refere à resolução de questões que afetam as exportações. O resultado foi um incremento de 32,8% nas autorizações, em 2019, na comparação com o ano anterior, chegando a US$ 1,2 bilhão.

Além disso, ele destacou a ação de divulgação do Regime Especial de Tributação para a Indústria de Defesa (RETID), que pode gerar uma economia de até 40% para as Forças Armadas e também fomentar a competitividade entre as empresas.

O Secretário destacou que todas as ações estão baseadas no Planejamento Estratégico da SEPROD, que tem como pilares quatro eixos.

O primeiro deles é o político-estratégico, que tem como base “a formulação, a proposição, a implementação e o acompanhamento de políticas, programas e iniciativas que visem fortalecer a capacidade de atuação do MD e das Forças Armadas no que diz respeito à interface com o setor produtivo da indústria de defesa e com agentes públicos”.

O segundo eixo é o Econômico-Comercial, que tem como objetivo “mapear os gargalos sobre a produtividade da economia nacional de defesa, buscando apontar novos caminhos para a resolução de questões que afetem a competitividade e sustentabilidade da indústria”.

O terceiro é o Sociopolítico, cujo foco é “a formulação de nova estratégia de comunicação institucional e corporativa da SEPROD, com a promoção intensa da articulação entre os diversos órgãos e entidades da Administração Pública Federal, do Poder Legislativo, do setor privado, da imprensa e da sociedade civil, como um todo”.

O quarto eixo é o Científico-Tecnológico, que tem como foco “as ações estratégicas com vistas ao domínio de tecnologias de interesse da defesa, de forma a ampliar o conteúdo tecnológico”.

Degaut ressaltou que, atualmente, mais de 1.000 empresas integram a Base Industrial de Defesa (BID) no Brasil, que são responsáveis pela geração de cerca de 285.000 empregos diretos e 850.000 indiretos.

O fomento à BID tem proporcionado o desenvolvimento de tecnologias de emprego dual, que visam atender as necessidades da Defesa, como no caso do projeto do submarino nuclear, que tem permitido o desenvolvimento de capacidades para a produção de motores elétricos e baterias de alto desempenho, de tintas especiais para a proteção de superfícies metálicas e de válvulas de pressão, produtos até então importados.

As palestras têm estimulado o pensamento crítico sobre assuntos relacionados com Logística de Defesa que, certamente, gerarão bons frutos, com a possibilidade de disseminação desses conhecimentos quando os alunos retornarem para o exercício de seus cargos, depois do término do curso.

  • Com informação da SEPROD e da SUBCLM, Fotos:  Alexandre Manfrim, via Assessoria de Comunicação Social (Ascom) do Ministério da Defesa