SINAMOB objetivando integração de esforços da União no coronavírus. José Ananias Duarte Frota- Cel BM ESG/CAEPE

Um conceito de aplicação do Sistema Nacional de Mobilização Nacional- SINAMOB objetivando integração de esforços da União no coronavírus.

José Ananias Duarte Frota- Cel BM ESG/CAEPE

“Talvez não sejamos capazes de evitar catástrofes (embora às vezes isso até seja possível), mas certamente podemos aumentar nossa capacidade de responder e nossa aptidão para detectar oportunidades que, de outro modo, seriam desperdiçadas”.

                              (PETER SCHWARTZ).

Um vírus desconhecido pela ciência até há pouco vem causando uma doença pulmonar grave em centenas de pessoas na China, e já foi detectado em mais oito países — Cingapura, Coreia do Sul, Estados Unidos, Japão, Nepal, Tailândia, Taiwan e Vietnã. Não há registro de casos confirmados no Brasil.

Até agora, 41 pessoas morreram em decorrência do vírus na China, que surgiu em dezembro passado na cidade de Wuhan. Ele infectou mais de 1.287 pessoas no país, segundo registros oficiais.

Autoridades chinesas pediram que cidadãos deixem de entrar e sair de Wuhan e que a população local evite aglomerações. Tanto essa cidade quanto a vizinha Huanggang estão sofrendo uma espécie de quarentena, com a suspensão do transporte público.

Amostras do 2019-nCoV, como é chamado, foram coletadas de pacientes e analisadas em laboratório, e autoridades da China e da OMS concluíram que a infecção é um coronavírus. Os coronavírus são uma ampla família de vírus, mas sabe-se que apenas seis deles (com o novo descoberto são sete) infectam humanos.

E o número deve subir, segundo especialistas, para quem o surgimento de vírus que levam pacientes a terem pneumonia é sempre motivo de preocupação.

Na Escola Superior de Guerra estudando Cenários Futuros vemos que o fato portador de futuro foi na cidade de Wuhan e os eventos futuros estão em oito países — Cingapura, Coreia do Sul, Estados Unidos, Japão, Nepal, Tailândia, Taiwan e Vietnã e o governo Brasileiro deverá estabelecer cenários e um centro multi-agências como estabelecer o Sistema Nacional de Mobilização Nacional- SINAMOB como nossa sugestão.

A Lei n° 11.631, de 27 de dezembro de 2007 – Lei de Mobilização Nacional – SINAMOB estabelece seu conceito: “Consiste no conjunto de órgãos que atuam de modo ordenado e integrado, a fim de planejar e realizar todas as Fases da Mobilização e da Desmobilização Nacionais”.

A própria legislação permite uma sinergia e integração de inúmeros atores para trabalhar em vários cenários inclusive nesta “Guerra contra o coronavírus uma arma biológica de alto nível que afetará nosso país”.

Com fundamentos e estudos na Inteligência Estratégica no nobre amigo Joanival Brito Gonçalves, podemos afirmar que custos de manutenção de serviços de inteligência capazes de, antecipando os riscos de um ataque, reduzir a probabilidade de perdas maiores. Há um consenso de que o aumento da vigilância, apesar de não garantir segurança absoluta, pode reduzir o êxito do ataque. Um percentual significativo de perdas esperadas pode ser minimizado pela capacidade do plano de contenção responder ao ataque o mais rapidamente possível, reduzindo o número de indivíduos expostos, de doentes, de hospitalizações e de mortes.

Portanto, atestamos que são parâmetros para a qualificação da expressão “agressão estrangeira”, dentre outros, ameaças ou atos lesivos à soberania nacional, à integridade territorial, ao povo brasileiro ou às instituições nacionais, ainda que não signifiquem invasão ao território nacional.

Nesta opção temos os subsistemas integrados do Sistema Nacional de Mobilização (SINAMOB) que podem realizar um excelente labor coordenados por autoridade superior com proposito comum desta conjuntura atual.

Mobilização Política, sob a direção, na área interna, da Casa Civil da Presidência da República e, na área externa, do Ministério das Relações Exteriores;

Mobilização Científico-Tecnológica, sob a direção do Ministério da Ciência e Tecnologia;

Mobilização de Defesa Civil, sob a direção do Ministério da Integração Nacional;

Mobilização Psicológica, sob a direção da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República;

Mobilização de Segurança, sob a direção do Ministério da Segurança Pública e

Mobilização de Inteligência, sob a direção do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República.

Mobilização Econômica, sob a direção do Ministério da Fazenda;

  1. a) Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento;
  2. b) Ministério das Comunicações;
  3. c) Ministério do Desenvolvimento Agrário;
  4. d) Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior;
  5. e) Ministério de Minas e Energia; e
  6. f) Ministério dos Transportes;

Subsistema Setorial de Mobilização Social Mobilização Social, sob a direção do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão;

  1. a) Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome;
  2. b) Ministério das Cidades;
  3. c) Ministério da Cultura;
  4. d) Ministério da Educação;
  5. e) Ministério do Esporte;
  6. f) Ministério do Meio Ambiente;
  7. g) Ministério da Previdência Social;
  8. h) Ministério da Saúde;
  9. i) Ministério do Trabalho e Emprego; e
  10. j) Ministério do Turismo;

Devemos rever que são parâmetros para a qualificação da expressão “agressão estrangeira”, dentre outros, ameaças ou atos lesivos à soberania nacional, à integridade territorial, ao povo brasileiro ou às instituições nacionais, ainda que não signifiquem invasão ao território nacional.

No cenário e preparação do Poder Nacional para este evento internacional devemos analisar parâmetros específicos tais como taxas de morbidade e mortalidade, virulência, toxicidade, inóculo inicial, período de incubação, transmissibilidade, potencial endêmico, estabilidade, características da dispersão e efeito residual como por exemplo:

  1. a) Morbidade. Taxa de indivíduos expostos ao agente que adoecem.
  2. b) Mortalidade. Taxa de indivíduos infectados que morrem por ação do agente.
  3. c) Virulência. Reflete a severidade da doença causada pelo agente. Diferentes cepas do mesmo microrganismos podem causar quadros de diferente severidade.

d)Toxicidade. Reflete a relativa severidade da doença causada por toxina.

  1. e) Inóculo Inicial. Quantidade de microrganismos ou toxina que deve penetrar o organismo por uma determinada via para causar doença.
  2. f) Tempo de Incubação. È o tempo que decorre entre a exposição e o início dos sintomas.
  3. g) Transmissibilidade. Reflete a capacidade do agente em se transmitir pessoa a pessoa, de atingir os alvos individualmente ou necessitar de um vetor.
  4. h) Potencial Endêmico. Reflete a capacidade do agente em ocupar um nicho ecológico, estabelecendo-se endemicamente nele.

i)Estabilidade. Reflete a capacidade do agente em resistir as variações do meio ambiente, incluindo temperatura, umidade relativa do ar, poluição atmosférica, luz.

  1. j) Características de dispersão. Reflete a relação entre os objetivos a serem alcançados pelo uso do agente, o período desejado de permanência dele no meio ambiente e o grau de complexidade dos dispositivos de dispersão.
  2. k) Efeito Residual. Reflete a capacidade do agente em permanecer no meio ambiente, ocasionando novos casos da doença.

Novos Cenários para Estados e Distrito Federal com integração do Sistema Nacional de Mobilização Nacional- SINAMOB pois a Defesa Civil é um subsistema.

Missão será construir nos Estados e Distrito Federal capacidades e recursos coordenados visando operar sob essas autoridades o processo de gestão de emergência envolve quatro fases: mitigação, preparação, resposta e recuperação.

Mitigação esforços tentam evitar riscos de desenvolver em desastres completamente, ou para reduzir os efeitos dos desastres quando eles ocorrem. Os difere fase atenuação das outras fases porque concentra-se em medidas de longo prazo para reduzir ou eliminar o risco.

Prevenção. Na fase de preparação, gestores de emergência desenvolver planos de ação para quando o desastre. medidas de preparação comuns incluem:

  1. planos de comunicação com a terminologia e os métodos de fácil compreensão.
  2. b) manutenção adequada e formação dos serviços de emergência, incluindo recursos humanos em massa, como as equipes de resposta de emergência da comunidade.
  3. c) desenvolvimento e exercício de métodos de alerta população de emergência combinados com abrigos de emergência e planos de evacuação.
  4. d) armazenamento, estoque e manter suprimentos e equipamentos de desastres e desenvolver as organizações de voluntários treinados entre as populações civis.

Resposta.A fase de resposta inclui a mobilização dos serviços de emergência necessárias e socorristas na área do desastre. Esta é provável que incluem uma primeira onda de serviços de emergência essenciais, tais como bombeiros, policiais e equipes de ambulâncias.

Recuperação. O objetivo da fase de recuperação é para restaurar a área afetada ao seu estado anterior. Ela difere da fase de resposta em seu foco; os esforços de recuperação estão preocupados com questões e decisões que devem ser feitas após a necessidades imediatas são abordados. os esforços de recuperação estão preocupados principalmente com ações que envolvem a reconstrução de propriedades destruídas, reemprego, e a reparação de outras infraestruturas essenciais.

Riscos e Planejamento. Elaborar abordagem ao planeamento de emergência e preparação através do desenvolvimento de um quadro de resposta abrangente baseado em função de emergência que pode ser ativada através de um espectro de tipos de emergência. O objetivo de todo o planejamento de emergência é criar sistemas para assegurar que os respondedores de múltiplos serviços, setores, jurisdições e níveis de governo pode eficazmente comunicar, coordenar e integrar os seus esforços.

Planejamento do Estado Nacional. Estabelecer e mantém o Plano de Resposta de Emergência para gerir a resposta estadual e do Distrito Federal com multi-agências para emergências de grande escala que ultrapassam a capacidade de resposta local. Deverá fornecer integração entre as jurisdições locais e agências estaduais e federais e é o mecanismo para solicitar assistência a desastres federal.

Conforme a doutrina da Escola Superior de Guerra, faz-se necessário neste período de sinistros do coronavírus, fortalecer o “Poder Nacional” que é a capacidade que tem o conjunto de Homens e Meios que constituem a Nação para alcançar e manter os Objetivos Nacionais, em conformidade com a Vontade Nacional.

Coronavírus e Saúde Pública com dados do Dr Eric L. Feigl-Ding (Escola de Saúde Pública de Harvard) um cientista americano de saúde pública que recebeu prêmios por seu trabalho em epidemiologia, nutrição e economia da saúde.

É dever do Estado garantir a segurança global da população brasileira diante dos riscos e desastres. Isso significa estabelecer condições mínimas para o exercício pleno dos direitos fundamentais inscritos na Constituição Federal, dentre os quais o direito à vida, à saúde, à segurança pública e à incolumidade, em todas as circunstâncias.

Segundo o Dr. Eric L. Feigl-Ding e sua equipe, a transmissão de coronavírus encontra-se estimada em 2,6 por outro grupo de pesquisa (abaixo dos 3,8 relatórios iniciais). Mas 2.6 ainda é extremamente ruim – cada pessoa infectada infectará 2,6 outras.

Até os autores admitem que a contenção será muito difícil. Isso implica que as medidas de controle precisam bloquear bem mais de 60% da transmissão para serem eficazes no controle do surto. Se a transmissão continua na mesma taxa atualmente depende da eficácia das medidas de controle atuais implementadas na China.

Até o autor do novo relatório 2.6 admite que precisamos planejar. Portanto, não estou sendo angustiado de maneira única – o problema de saúde pública é muito real! O autor do 2.6 concorda que é superperigoso e pode infectar sem sintomas: “Uma epidemia com um R0 de 2,5 ainda pode infectar entre 60% e 90% da população, dependendo dos padrões de contato. Nem já todos podem ser sintomáticos.

As estimativas de R0 para pandemias de gripe estão na faixa de 1,5 a 2,5. Sim, o sarampo é muito maior (10-15). Uma epidemia com R0 de 2,5 ainda pode infectar entre 60% e 90% da população, dependendo dos padrões de contato e não assumindo imunidade prévia. Nem todos podem ser sintomáticos.

O autor do relatório de transmissão 2.6 agora reconhece que, dada a tendência do coronavírus, “as evidências sugerem que agora é racional começar a planejar o cenário em que os esforços de contenção podem não ter sucesso”. Devemos esperar o melhor, mas nos preparar para pior.

Uma equipe do WorldPopProject mapeou calor as áreas de maior risco na China e os municípios de maior risco para o WuhanCoronavirus com base em viagens do Ano Novo Lunar antes do feriado. Tailândia, Japão e Coréia do Sul e EUA estão no topo da lista.

“Qual é o R0 da gripe:”, muitas pessoas perguntam, comparando com o coronavírus. Na maioria dos anos, a gripe sazonal típica tem R0 = 1,28. A pandemia de gripe de 2009? R0 = 1,48. A gripe espanhola de 1918? 1,80 (Estes são números de uma revisão sistemática da gripe).

Saúde Global: Existe um índice chamado R_0 que mede o potencial de um vírus de se espalhar. 1 significa que cada doente espalha o vírus para 1 pessoa adicional. Portanto quanto maior, pior. O H1N1, que causou a epidemia de gripe suína que em 2009 matou quase 20 mil pessoas no mundo e 2 mil no Brasil, tinha um R_0 de 1.4. A Gripe comum tem um R_0 de 2.

 

Parte II

Princípio da Oportunidade

Preconiza que as informações devem ser produzidas e difundidas dentro de prazo que possibilite usa completa e adequada utilização. Afinal, a inteligência como produto é passível de rápido processo de deterioração diante do tempo. “Daí porque seu valor e utilidade dependem, essencialmente, da oportunidade com que seja elaborada e difundida aos destinatários e utilizadores, tendo em vista o planejamento das ações decisórias”.

 

Eventos Futuros neste lapso de tempo.

 

1- O novo coronavírus foi declarado uma emergência global pela Organização Mundial da Saúde, à medida que o surto continua se espalhando para fora da China no dia 30 de janeiros de 2020. “O principal motivo dessa declaração não é o que está acontecendo na China, mas o que está acontecendo em outros países”, disse o chefe da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus. A preocupação é que ela possa se espalhar para países com sistemas de saúde mais fracos.

Avaliamos a Venezuela com sua debilidade no continente.

https://youtu.be/1sRxfbzI19kO

 

2- Atualização e orientação provisória sobre surto de novo coronavírus de 2019 (2019-nCoV). distribuído pela CDC Health Alert Network, em 1º de fevereiro de 2020, 0900 ET (9:00 AM ET)  CDCHAN-00427.

Importante este site dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) do Estados Unidos que continuam a monitorar de perto um surto de doença respiratória causada por um novo coronavírus (2019-nCoV) que foi inicialmente detectado na cidade de Wuhan, província de Hubei, China, em dezembro de 2019. Esta atualização da Rede de Alerta de Saúde do CDC (HAN) fornece uma atualização situacional e orientações provisórias para os departamentos de saúde estaduais e locais que substituem as orientações no HAN 426 do CDC

https://emergency.cdc.gov/han/han00427.asp

3- The New York Times informa na SAÚDE GLOBAL, 02 de fevereiro de 2020 Coronavírus de Wuhan parece cada vez mais uma pandemia, dizem especialistas. O coronavírus Wuhan que se espalha da China agora provavelmente se tornará uma pandemia que circunda o mundo, de acordo com muitos dos principais especialistas em doenças infecciosas do mundo.

A perspectiva é assustadora. Uma pandemia – uma epidemia em andamento em dois ou mais continentes – pode muito bem ter consequências globais, apesar das extraordinárias restrições de viagem e quarentenas impostas pela China e outros países, incluindo os Estados Unidos.

 http://dlvr.it/RPFXx0

4- 03 de fevereiro de 2020. Alvin Powell, Staff Harvard Escritor – The Daily Gazette. Casos de coronavírus atingem 17.400 e provavelmente aumentarão Epidemiologista de Harvard, Mina, diz que o surto é mais disseminado do que se pensava. “Muitos epidemiologistas e pessoas que estão acompanhando esse surto de perto estão assumindo que é provavelmente um pouco mais difundido do que o sugerido”, disse Michael Mina, professor assistente de epidemiologia da Harvard TH Chan School of Public Health. “Muitas pessoas também pensam que provavelmente há mais de 100.000 na realidade na China continental, por exemplo. Nós simplesmente não capturamos tudo isso através do relato de caso que temos. … Podemos assumir que isso está crescendo a uma taxa exponencial e continuará aumentando em escala. ”

https://news.harvard.edu/gazette/story/2020/02/as-confirmed-cases-of-coronavirus-surge-path-grows-uncertain/

5- PORTARIA Nº 188, DE 3 DE FEVEREIRO DE 2020

Declara Emergência em Saúde Pública de importância Nacional (ESPIN) em decorrência da Infecção Humana pelo novo Coronavírus (2019-nCoV). Estabelece:

Art. 1º Declarar Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional conforme Decreto nº 7.616, de 17 de novembro de 2011;

Art. 2º Estabelecer o Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE-nCoV) como mecanismo nacional da gestão coordenada da resposta à emergência no âmbito nacional.

http://www.in.gov.br/web/dou/-/portaria-n-188-de-3-de-fevereiro-de-2020-241408388

6- 07 de fevereiro de 2020. Dr Tedros Adhanom Ghebreyesus, Director-General, World Health Organization (WHO).

“A OMS está enviando kits de teste, máscaras, luvas, respiradores e aventais para países de todas as regiões. No entanto, o mundo está enfrentando graves perturbações no mercado de equipamentos de proteção individual. A demanda é até 100x mais alta que o normal e os preços são até 20x mais altos”

“Essa situação foi exacerbada pelo uso inadequado e generalizado de EPI fora do atendimento ao paciente. Como resultado, agora existem estoques e pedidos em atraso esgotados de 4-6 meses. Os estoques globais de máscaras e respiradores agora são insuficientes para atender às necessidades da OMS e da OMS.  “A OMS estima que as equipes de emergência de saúde da linha de frente global exigirão aproximadamente 7% a 10% da capacidade do mercado. Esse percentual pode ser maior para outros suprimentos críticos.

https://www.youtube.com/watch?v=CQtuKNM5gCg

7- 07 de fevereiro de 2020. Dispõe sobre as medidas para enfrentamento da emergência de saúde pública de importância internacional decorrente do coronavírus. O CONGRESSO NACIONAL decreta: Art. 1º Esta Lei dispõe sobre as medidas que poderão ser adotadas para enfrentamento da emergência de saúde pública de importância internacional decorrente do coronavírus.

http://www.in.gov.br/en/web/dou/-/lei-n-13.979-de-6-de-fevereiro-de-2020-242078735

Conforme a Escola Superior de Guerra na “Análise de Riscos das Ameaças adverte: Os riscos permeiam todo o processo de planejamento estratégico e sua avaliação fornece subsídios importantes aos decisores. São inerentes às Oportunidades, às Ameaças, aos Pontos Fortes, aos Pontos Fracos, aos Óbices, aos Eventos Futuros Preliminares, e por extensão aos Eventos Futuros Finais. São estimados, de modo a avaliar o comportamento das variáveis consideradas, quanto à continuidade ou modificação e quanto à relevância para o objeto de estudo”.

Os Óbices, existentes ou potenciais, podem ser, ou não, materiais. Resultam, às vezes, de fenômenos naturais, como secas e inundações; outras vezes, de fatores sociais, como a fome, a pobreza e o analfabetismo, ou, ainda, da vontade humana.

Em sua essência, os óbices representam condições estruturais ou conjunturais, podendo variar, também, em intensidade e na maneira como se manifestam. Neste estágio, são considerados os estudos prospectivos já realizados, aprofundados no decorrer do exame dos Óbices, sobretudo os Antagonismos, pois a maneira como evoluem pode orientar as decisões e Ações Estratégicas a adotar.

 Óbices: são obstáculos de toda ordem que dificultam ou impedem a conquista ou a manutenção de objetivos. Fatores Adversos: são Óbices destituídos de vontade, que dificultam os esforços para alcançar e preservar os objetivos.

Neste caso do Coronavírus pelo enunciado acima dos eventos futuros vemos que o Governo Federal na LEI Nº 13.979, DE 6 DE FEVEREIRO DE 2020 a qual dispõe sobre as medidas para enfrentamento da emergência de saúde pública de importância internacional decorrente do coronavírus responsável pelo surto de 2019 não coordenou as agência governamentais e não governamentais para preparação do coronavírus. Apenas cita: § 6º Ato conjunto dos Ministros de Estado da Saúde e da Justiça e Segurança Pública disporá sobre a medida prevista no inciso VI do caput deste artigo. E, as outras agências?

Apenas informa no “Art. 6º É obrigatório o compartilhamento entre órgãos e entidades da administração pública federal, estadual, distrital e municipal de dados essenciais à identificação de pessoas infectadas ou com suspeita de infecção pelo coronavírus, com a finalidade exclusiva de evitar a sua propagação”.

Temos que repetir que nesta opção temos os subsistemas integrados do Sistema Nacional de Mobilização (SINAMOB) supra citados que podem realizar um excelente labor coordenados por autoridade superior com proposito comum desta conjuntura atual.

Mobilização Política, sob a direção, na área interna, da Casa Civil da Presidência da República e, na área externa, do Ministério das Relações Exteriores;

Mobilização Científico-Tecnológica, sob a direção do Ministério da Ciência e Tecnologia;

Mobilização de Defesa Civil, sob a direção do Ministério da Integração Nacional;

Mobilização Psicológica, sob a direção da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República;

Mobilização de Segurança, sob a direção do Ministério da Segurança Pública e

Mobilização de Inteligência, sob a direção do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República.

Mobilização Econômica, sob a direção do Ministério da Fazenda;

  1. a) Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento;
  2. b) Ministério das Comunicações;
  3. c) Ministério do Desenvolvimento Agrário;
  4. d) Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior;
  5. e) Ministério de Minas e Energia; e
  6. f) Ministério dos Transportes;

Subsistema Setorial de Mobilização Social Mobilização Social, sob a direção do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão;

  1. a) Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome;
  2. b) Ministério das Cidades;
  3. c) Ministério da Cultura;
  4. d) Ministério da Educação;
  5. e) Ministério do Esporte;
  6. f) Ministério do Meio Ambiente;
  7. g) Ministério da Previdência Social;
  8. h) Ministério da Saúde;
  9. i) Ministério do Trabalho e Emprego; e
  10. j) Ministério do Turismo;

Devemos rever que são parâmetros para a qualificação da expressão “agressão estrangeira”, dentre outros, ameaças ou atos lesivos à soberania nacional, à integridade territorial, ao povo brasileiro ou às instituições nacionais, ainda que não signifiquem invasão ao território nacional.

Devemos ter um Centro de Comando e Controle não apenas da Saúde, mas com a Defesa Civil, Cruz Vermelha, Confederação das Industrias e entidade que atuem em sinergia para cenário futuro.

Devemos ter em um website, a atualização e orientação provisória sobre surto de novo coronavírus de 2019 (2019-nCoV). Assemelhado como o distribuído pela CDC Health Alert Network , em 1º de fevereiro de 2020.

https://emergency.cdc.gov/han/han00427.asp

Devemos recordar da lei nº 12.608, de 10 de abril de 2012, instituindo a Política Nacional de Proteção e Defesa Civil – PNPDEC; dispõe sobre o Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil – SINPDEC e o Conselho Nacional de Proteção e Defesa Civil – CONPDEC.

 Art. 2º É dever da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios adotar as medidas necessárias à redução dos riscos de desastre. (Regulamento)

  • 1º As medidas previstas no caput poderão ser adotadas com a colaboração de entidades públicas ou privadas e da sociedade em geral.
  • 2º A incerteza quanto ao risco de desastre não constituirá óbice para a adoção das medidas preventivas e mitigadoras da situação de risco. grifo nosso).

Na casa que estuda os destinos do Brasil, Escola Superior de Guerra atesta no Glossário das Forças Armadas, Brasil (2015, p. 16): Ação Estratégica é a ação que compreende um conjunto de medidas de natureza e intensidade variáveis, orientadas para o preparo e o emprego do Poder, na consecução da Estratégia, podendo ser de duas ordens: ação corrente e ação de emergência.

Na Metodologia de Planejamento Estratégico, General de Exército Décio Luís Schons, Comandante da Escola Superior de Guerra, nos orienta:

Opção Estratégica

A Opção Estratégica corresponde à Linhas de Ação Estratégicas Conservadas (LAEC) escolhida pelo Decisor Estratégico. Ela é desdobrada em Ações Estratégicas visando facilitar o exame:

  1. a) das ações componentes;
  2. b) dos óbices;
  3. c) dos riscos;
  4. d) das vantagens e das desvantagens; e
  5. e) dos benefícios e prejuízos que cada ação pode provocar.

Para a superação dos óbices, deve-se proceder do seguinte modo:

  1. a) identificar os meios e sua respectiva disponibilidade;
  2. b) qualificar e quantificar os recursos necessários;
  3. c) definir as ações estratégicas, assim como a prioridade e o encadeamento dessas ações;
  4. d) estabelecer prazos; e
  5. e) atribuir responsabilidades e encargos pela preparação e emprego adequado do Poder Nacional (ou da capacidade, no caso das organizações).

Diante do exposto estamos convencidos do conceito de aplicação do Sistema Nacional de Mobilização Nacional- SINAMOB objetivando integração de esforços da União no coronavírus avaliando o evento do dia 07 de fevereiro de 2020, conforme o Dr Tedros Adhanom Ghebreyesus, Director-General, World Health Organization (WHO).

“A OMS está enviando kits de teste, máscaras, luvas, respiradores e aventais para países de todas as regiões. No entanto, o mundo está enfrentando graves perturbações no mercado de equipamentos de proteção individual. A demanda é até 100x mais alta que o normal e os preços são até 20x mais altos”

“Essa situação foi exacerbada pelo uso inadequado e generalizado de EPI fora do atendimento ao paciente. Como resultado, agora existem estoques e pedidos em atraso esgotados de 4-6 meses. Os estoques globais de máscaras e respiradores agora são insuficientes para atender às necessidades da OMS e da OMS.  “A OMS estima que as equipes de emergência de saúde da linha de frente global exigirão aproximadamente 7% a 10% da capacidade do mercado. Esse percentual pode ser maior para outros suprimentos críticos.

Conclusão da Parte II

  1. a) São parâmetros para a qualificação da expressão “agressão estrangeira”, dentre outros, ameaças ou atos lesivos à soberania nacional, à integridade territorial, ao povo brasileiro ou às instituições nacionais, ainda que não signifiquem invasão ao território nacional. (Grifo nosso).

PORTARIA NORMATIVA 297/EMCFA/MD, DE 5 DE FEVEREIRODE 2015.

Aprova o Manual de Mobilização Militar -MD41-M-02(1aEdição/2015).

 

José Ananias Duarte Frota- Cel QOBM RR

Membro do Conselho Nacional de Proteção e Defesa Civil-CONPDEC-SEDEC/MI
Assessor de Pesquisa e Estudos Técnicos do Conselho Nacional de Gestores Estaduais de Proteção e Defesa Civil-CONGEPDEC

Não importa a direção do vento, o importante é ajustar as velas!(parafraseado)





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