Sistema de reconhecimento facial possibilitou prisão de 46 criminosos em menos de três meses

Os mais recentes resultados em relação ao número de prisões efetuadas com auxílio do sistema de reconhecimento facial demonstraram que a nova tecnologia é uma excelente alidada da segurança pública.

Em menos de três meses, entre os dias 7 de julho, quando o sistema entrou na segunda fase de implantação, até o dia 22 deste de setembro, foram efetuadas 46 prisões de criminosos e apreensões de adolescentes envolvidos em crime.

“Os números de prisões seguem uma trajetória de crescimento contínua nessa segunda fase, demonstrando que estamos no caminho certo para ajustar o sistema”, explica o Coordenador de Assuntos Estratégicos (CAEs) da Secretaria de Estado de Polícia Militar do Rio de Janeiro, coronel Max Willian, responsável pela implantação do projeto.

O coronel Max Willian se refere à evolução dos números de prisões: quatro em julho, 14 em agosto e 28 até o dia 22 de setembro. E faz uma ressalva: “O sistema não determina as prisões, mas é um suporte inteligente à decisão, permitindo otimizar emprego de policiais e prover segurança à sociedade”, observa.

O projeto de reconhecimento facial começou a ser testado durante o carnaval, em Copacabana. Sem ônus para o Estado, foram instaladas inicialmente 34 câmeras em alguns dos principais corredores do bairro da Zona Sul, entre os dias 1 a 11 de março, ápice do período carnavalesco.

As imagens captadas pelas câmeras eram transmitidas e analisadas em tempo real por uma central de monitoramento montada no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC).

Um software cedido pela Operadora de Telefonia Oi, acoplado ao sistema e integrado aos bancos de dados da Polícia Civil e do Detran, acusava a presença de pessoas com mandado de prisão em aberto ou a passagem de veículos roubados.

Durante esses 11 dias de carnaval em Copacabana, o sistema de reconhecimento facial possibilitou o cumprimento de três mandados de prisão, cinco mandados de apreensão de adolescentes e a recuperação de três veículos, além da detenção de dois suspeitos de roubo.

A partir de julho, teve início a segunda fase do projeto com a previsão de aumentar gradativamente o número de câmeras para 140 unidades, também sem ônus para os cofres públicos.

Além de ampliar a rede em Copacabana, o projeto começou a ser implantado nas entradas de torcedores do Maracanã em dias de jogos e, ainda este ano, será estendido para o entorno do Aeroporto Santos Dumont.

Nessa nova etapa do projeto, já foram incluídos no sistema os bancos de dados de desaparecidos e, em breve, de pessoas impedidas de frequentar praças esportivas.

  • Com informações da PMERJ


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