Taiwan não se deixará intimidar por realização de exercícios militares chineses, afirma Presidente

A Presidente de Taiwan, Tsai Ing-wen, disse nesta terça-feira (16), que o o governo e o País não se deixam intimidar pelos exercícios militares conduzidos pela China, apesar de os vir como “coerção” à uma ameaça da estabilidade na região.

Em nota, o Exército Popular de Libertação da China (PLA), explicou que navios de guerra, bombardeiros e aeronaves de reconhecimento realizaram “exercícios necessários” em torno de Taiwan na segunda-feira (15), mas o mesmo fora descrito como exercícios de rotina.

“Como devem saber, as Forças Armadas chinesas enviaram grande número de aeronaves militares e navios de guerra para realizara ‘exercícios’ próximo a nossa zona econômica exclusiva (ZEE). Estas ações ameaçam Taiwan e outros países da região”, afirmou Tsai, citada pela Tv Al Jazeera.

“Estes exercícios só servem para reforçar a nossa determinação. As nossas forças militares têm capacidade, determinação e compromisso para defender Taiwan e não permitir que a intimidação dite nosso futuro”, acrescentou.

Taiwan destacou caças e navios para monitorizar as forças chinesas, revelou o Ministério da Defesa, acusando Pequim de “tentar mudar o ‘status quo’ no Estreito de Taiwan”.

Exercícios “dentro dos direitos legais de um país soberano”

O objetivo dos exercícios era praticar “um ataque combinado de poder de fogo”, que incluía guerra eletrônica por aeronaves sob proteção de caças, relata o jornal oficial do Exército Popular de Libertação da China.

Os bombardeiros voaram em direção à área e fizeram “ataques súbitos”, enquanto navios de guerra assumiram posições de ataque contraposições de fogo do “inimigo”, acrescenta o diário. Os exercícios são anuais e estão “completamente dentro dos direitos legais de um país soberano”, garantiu um representante militar chinês, citado pelo jornal.

A Presidente de Taiwan disse ainda ter sido notificada da terceira compra de armas junto aos Estados Unidos, e da realização do treinamento de pilotos na base aérea de Luke, no Arizona. “Isso aumenta as capacidades de defendermos nosso espaço aéreo. Quero expressar meu agradecimento ao Governo dos EUA pelo anúncio”, acrescentou.

Nos Estados Unidos, o republicano Paul Ryan, ex-presidente da Câmara dos Representantes, explicou que o país avalia qualquer ameaça militar a Taiwan com preocupação e enviou recado ao Governo Chinês para que parem com as ações que ele classifica como prejudicial.

Taiwan diz que não se curva perante ameaças da china

Em meados de janeiro Tai Ing-wen, já havia dito que Taiwan não se curvará perante as pressões da China. A nota fora lida, no dia em que o país realizou exercícios militares com o intuito de mostrar a sua capacidade de defesa face às ameaças de Pequim.

“Quanto às ações descontroladas da China, precisamos lembrar a comunidade internacional de que se deve enfrentá-las diretamente e unindo esforços para as reduzir e conter”, acrescentou.

No início do ano, o Presidente chinês, Xi Jinping, disse que ninguém poderia mudar o facto de Taiwan ser “parte da China”, acrescentando que Pequim não descarta o uso da força militar para garantir a “reunificação” da ilha com o continente.

  • Com informações da agência de notícias Expresso (Pt)

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here