Tenente-Brigadeiro do Ar, Antonio Carlos Moretti Bermudez, assume o Comando da Aeronáutica

Foto: Marcos Corrêa/PR

O novo comandante da Força Aérea Brasileira (FAB), tenente-brigadeiro do ar Antônio Carlos Moretti Bermudez afirmou que o governo Bolsonaro deve enfrentar dificuldades decorrentes da “reação corporativa” e daqueles que não se conformam com seu governo, mas que nada disso será suficiente para impedir o avanço do Brasil. “Exmo Srº presidente Jair Bolsonaro, o documento que define a conduta do governo federal nesta sua fase inicial deixa claro que dificuldades irão surgir, seja pelo receio às mudanças seja pela escassez de recurso ou mesmo provenientes da reação corporativa ou do inconformismo com um governo verdadeiramente diferente. Entretanto, o próprio documento evidencia que nada disso será suficiente para impedir o avanço de nosso país”, afirmou o comandante.

Bolsonaro participa da cerimônia de transmissão de cargo do novo comandante da FAB — Foto: Marcos Corrêa/PR

O evento, realizado na ALA 1 (Base Aérea de Brasília), contou com a presença do Exmo Srº presidente Jair Bolsonaro, que presidiu a solenidade, de seu vice Exmo Srº Hamilton Mourão, da procuradora-geral da República Srª Raquel Dodge, dos ministros de Estado: Sergio Moro (Justiça), Fernando Azevedo e Silva (Defesa), Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia) e Tarcísio Gomes (Infraestrutura) além de integrantes do alto comando das Forças Armadas. 

Capacitação e projetos estratégicos

Em seu primeiro discurso, Bermudez se dirigiu a Bolsonaro ao citar o documento que define as diretrizes iniciais do governo, que anunciam “dificuldades” por “receio” de mudanças” ou “inconformismo” com a nova administração. “O documento deixa claro que dificuldades irão surgir, seja por receio de mudanças, pela escassez de recursos, pela reação corporativa ou do inconformismo com um governo verdadeiramente diferente. O próprio documento evidencia que nada disso será suficiente para impedir o avanço de nosso país”, declarou. 

Presidente da República, Jair Bolsonaro, recebe os cumprimentos do Tenente-Brigadeiro do Ar Antonio Carlos Moretti Bermudez. Foto: Marcos Corrêa/PR

O brigadeiro anunciou que sua prioridade à frente da FAB será ampliar a qualidade dos cursos de formação, para que a força tenha profissionais capazes de aliar inteligência, comunicação, trabalho em equipe e possam realizar várias tarefas de forma simultânea. O novo comandante também apontou a necessidade de garantir recursos para financiar projetos estratégicos da FAB, como o KC-390 e o caça Gripen, citado por ele como a “espinha dorsal” da defesa aérea do país. Sua prioridade será aprimorar os cursos de formação da FAB e exaltou as parcerias com a Embraer e com a empresa sueca Saab para o desenvolvimento tecnológico do país.

“As parcerias com Embraer e Saab consolidarão nosso parque industrial de defesa, criarão novos postos de trabalho e dilatarão novas fronteiras do conhecimento científico” – completou o comandante, emocionado ao final de seu discurso. “Temos a certeza de que somente com a incorporação de novas tecnologias, novas plataformas e a capacitação de nossos efetivos é que seremos capazes de controlar, defender e integrar essa fabulosa área de 22 milhões de km²”, afirmou.

Parceria Embraer/Boeing

Foto: Jorge William/Agência O Globo

O presidente Jair Bolsonaro criticou os termos da proposta final de fusão entre as fabricantes de aeronaves  Boeing, norte-americana, e Embraer, brasileira, na qual o governo federal tem participação com “golden share” para autorizar ou não a operação. Bolsonaro manifestou preocupação com a possibilidade de, em cinco anos, todas as ações poderem ficar com a empresa americana.  Sobre a Embraer, seria muito bom essa fusão, mas nós não podemos, como está na última proposta, daqui a cinco anos, todo poder ser repassado para o outro lado. A preocupação nossa é essa. É um patrimônio nosso — disse Bolsonaro.

Ele reconheceu que a fusão seria uma “necessidade” para dar mais competitividade à Embraer. Sabemos da necessidade dessa fusão, até para que ela consiga competitividade e não venha a se perder com o tempo, disse o presidente. O acordo foi selado no ano passado e aguarda apenas a decisão do governo brasileiro para seguir adiante. Pelo acordo, a Boeing seria controladora da empresa, com 80% das ações da nova companhia. Para isso, pagaria US$ 4,2 bilhões. No caso das operações de Defesa, seria criada uma nova empresa na qual a Embraer teria 51% das ações.

*Com informações de agências de notícias nacionais

You may also like



2 COMENTÁRIOS

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here
Enter the text from the image below