Terroristas islâmicos Al-Shabab divulgam imagens de ataque contra base no Quênia usada pelos EUA

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Imagem de captura de tela do vídeo divulgado pelo grupo terrorista Al Shabaab.

O braço da Al-Qaeda na Somália, o grupo terrorista islâmico al-Shabab al-Mujahedeen, divulgou um novo vídeo documentando seu ataque à base militar dos EUA em Camp Simba, no Quênia. O ataque aconteceu no dia 29 de janeiro de 2021, mas apenas recentemente confirmado pelas autoridades quenianas.

O vídeo, que foi compartilhado pela al-Khataib Media, inclui imagens nunca antes vistas do ataque em grande escala, que pegou as tropas quenianas e americanas em Camp Simba de surpresa.

O Camp Simba, localizado próximo à Baía de Manda, no condado de Lamu, abrigou cerca de 100 militares americanos, juntamente com um número não revelado de militaress quenianos. O campo foi usado como base para coleta de informações e operações de contraterrorismo com uso de aeronaves remotamente controladas.

Menos de 20 militantes da Al Shabaab invadiram o acampamento em 5 de janeiro de 2020 . Os terroristas conseguiram se infiltrar nas defesas do acampamento e chegar à sua pista principal, onde alvejaram vários aviões com granadas propelidas por foguetes do tipo RPG.

Os atacantes destruíram oito aviões, incluindo um Havilland Dash 8, que foi configurado para realizar missões de inteligência, vigilância e reconhecimento na região.

O novo vídeo do Al-Shabab inclui imagens de drones mostrando todos os oito aviões explodindo em chamas perto da pista de Camp Simba. De acordo com informações não oficiais dos militares quenianos, as tropas dos EUA abandonaram o campo para posições fortificadas próximas e evitaram o confronto direto com os terroristas.

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A base Simba é considerada uma das melhores instalações da África Central Oriental. Imagem via Google Earth.

Como resultado do ataque da Al Shabab, um soldado americano que atuava como controlador de tráfego aéreo em Camp Simba foi morto junto com dois empreiteiros americanos que voavam para a L3 Technologies.

Inicialmente, o Comando dos Estados Unidos na África admitiu que a al-Shabaab havia “alcançado certo grau de sucesso em seu ataque”. Mais tarde, o comando alegou ter matado o comandante da Al Shabab que planejou o ataque. Nenhuma informação adicional foi fornecida.

Um recente lançamento da Al Shabab revelou que os atacantes se encontraram com o líder máximo do grupo, Abu Ubaydah Ahmad Omar, pouco antes da operação.

O ataque foi um imprevisto para as operações militares dos EUA na África Oriental. A Al-Shabab e vários outros grupos terroristas afiliados à Al Qaeda e ao ISIS ainda são altamente ativos na região.

De acordo com as investigações iniciais conduzidas em conjunto com os militares quenianos e dos EUA, a ação terrorista somente logrou êxito inicialmente devido ao baixo nível de comprometimento e treinamento dos militares quenianos encarregados da proteção da base, e também existe a séria evidência de colaboração de militares quenianos na colaboração com informações aos terroristas.

A corrupção moral e financeira é uma realidade dura para as Forças Armadas Quenianas e muitas outras de países africanos que se confrontam com movimentos de rebeldes marxistas e agora com a estabelecida ameaça do terrorismo islâmico.

  • Com informações STF Analysis & Intelligence, Islamic World Update e AFP via redação Orbis Defense Europe.