Toma posse nova diretoria da Amazônia Azul Tecnologias de Defesa

No dia 9 de maio de 2019, tomou posse a nova diretoria da Amazônia Azul Tecnologias de Defesa (Amazul), empresa associada da Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (Abimde).

Uma das metas da empresa é ampliar sua atuação no Programa Nuclear da Marinha (PNM), no Programa de Desenvolvimento de Submarinos (ProSub) e no Programa Nuclear Brasileiro (PNB).

A solenidade aconteceu na sede da empresa, em São Paulo, capital, com a participação do comandante da Marinha, almirante Ilques Barbosa Junior, e de autoridades federais, estaduais e municipais.

O presidente da ABIMDE, Roberto Gallo, e o Vice-Almirante (RM1) da Associação, Rodrigo Otavio Fernandes de Hônkis,  também prestigiaram o evento e deram boas-vindas ao novo diretor-presidente da Amazul, Antonio Carlos Soares Guerreiro.

Em seu discurso, almirante Ilques agradeceu o trabalho realizado e a contribuição que deu ao país o Vice-Almirante Ney Zanella dos Santos, à frente da Amazul desde a sua fundação, e desejou felicidades à nova “tripulação”.

“É mar grosso que faz bom marinheiro. Não é a navegação em lagos ou rios sem corredeiras que nos fortalece. São as batalhas que formam um bom navegador”, disse o comandante referindo-se aos desafios enfrentados por Zanella. “Se estamos aqui hoje é porque as etapas foram vencidas”, completou.

De acordo com o novo diretor-presidente Guerreiro as tarefas da nova diretoria serão facilitadas pelo grau de maturidade que a Amazul alcançou nos últimos anos, resultado do excelente trabalho realizado pelo almirante Zanella.

“A Amazul conta hoje com um invejável nível de governança que poucas empresas públicas alcançaram em décadas, conforme reconheceu a Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (SEST), órgão do Ministério da Economia.

Nossa missão é desenvolver tecnologias para projetos estratégicos de grande complexidade e mostrar à sociedade brasileira a razão de nossa existência que é entregar conhecimento, novas tecnologias e massa crítica de pessoal qualificado nessas áreas”, disse o almirante Guerreiro.

Sobre a Amazul

A Amazul foi constituída em 2013 para promover, desenvolver, transferir e manter tecnologias sensíveis às atividades dos programas nucleares e de desenvolvimento de submarinos.

Dentro do PNM, atua nos projetos para construir, comissionar e operar reator nuclear de potência, totalmente nacional, e para a produção em escala industrial do combustível nuclear.

A dualidade dessa tecnologia possibilitará seu emprego tanto para a propulsão naval de submarinos quanto para a geração de energia elétrica ou, ainda, para a produção de água por meio de dessalinização.

Em relação ao ProSub, a Amazul está comprometida com a busca de parcerias com empresas para aumentar o grau de nacionalização dos submarinos convencionais e de propulsão nuclear, contribuindo também para o fortalecimento da base industrial de defesa nacional.

Atualmente, por meio de acordos de cooperação técnica, ajuda a desenvolver tecnologias como o Sistema Integrado de Gerenciamento de Plataforma e o Sistema de Combate de Submarinos.

A Amazul está ampliando sua atuação no PNB. O principal empreendimento de que participa, no momento, é o projeto detalhado do Reator Multipropósito Brasileiro, em parceria com a Comissão Nacional de Energia Nuclear.

A principal missão do RMB é suprir o mercado brasileiro de insumos para a produção de radiofármacos usados no diagnóstico e tratamento de doenças como o câncer, permitindo atender à demanda reprimida no setor de medicina nuclear.

“Somos coexecutores desse empreendimento e estamos preparados para assumir novas responsabilidades no RMB”, prevê o diretor-presidente.

A Amazul mantém, ainda, cooperação técnica com a Indústrias Nucleares do Brasil (INB) e o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), na produção de radiofármacos; e negocia parceria com a Eletronuclear para projetos em Angra 1 e Angra 3.

A empresa prevê ainda a sua participação no projeto do futuro Repositório Nacional de Rejeitos Radioativos de Baixo e Médio Níveis de Radiação (RBMN). A Gestão do Conhecimento é ferramenta de gestão da empresa, voltada para seu capital intelectual, e faz parte do portfólio de negócios da Amazul.

O projeto-piloto, desenvolvido na unidade de produção de Hexafluoreto de Urânio, recebeu o 17º Prêmio Learning & Performance Brasil 2018/2019, na categoria Referência Nacional, que reconhece as melhores práticas em aprendizado e desempenho.

A empresa concorreu com iniciativas de organizações como Claro-Brasil, Serasa Experian, Bayer e Bradesco. A Amazul é totalmente dependente do Tesouro e atua num setor considerado monopólio da União, segundo a Constituição.

“Mas a empresa possui enormes ativos intangíveis, ainda não calculados, participa de programas estratégicos de longo prazo e tem como visão entregar à Nação conhecimento, tecnologias e pessoal capacitado nas áreas nuclear e de desenvolvimento de submarinos”, destaca o diretor-presidente.

Com uma força de trabalho e estrutura adequadamente dimensionadas, a Amazul conta com cerca de 1.850 empregados, 90% deles voltados para as atividades-fim da empresa.

 Nova diretoria:

Antonio Carlos Soares Guerreiro, Presidente; contra-almirante Antonio Bernardo Ferreira, Diretor de Administração e Finanças; Luís Antônio Rodrigues Hecht, Diretor de Gestão do Conhecimento e de Pessoas; e Francisco Roberto Portella Deiana, Diretor Técnico e de Operação.

  • Com informações da Abimde


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