Tropa de elite da Brigada Militar do Rio Grande do Sul passa a ser chamado de Batalhão de Operações Policiais Especiais

O antigo Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate), considerado a tropa de elite da Brigada Militar (BM) do Rio Grande do Sul, passou desde o dia 17 de janeiro a ser denominada como Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), a exemplo do que já acontece em outros Estados, como o Rio de Janeiro. O tenente-coronel Douglas da Rosa Soares, primeiro comandante do novo batalhão, explica que a alteração está alinhada ao planejamento estratégico da BM. Vemos nessa mudança uma maneira de otimizar a máquina, para que a população seja melhor atendida, falou o tenente-coronel.

Conforme o comandante, a mudança na nomenclatura representa maior amplitude nas ações, que já pôde ser vista em algumas operações recentes, como a Diamante. No caso dos assaltos a bancos, com informações de inteligência, foi possível antecipar a ação dos criminosos. Tivemos prisões e uma diminuição sensível desse tipo de delito nos pequenos municípios, explicou Soares. O Bope começa a atuar com o efetivo que integrava o Gate e uma estrutura de suporte de inteligência policial.

Ao longo do tempo, segundo o comandante, a ideia é qualificar os policiais que farão parte da nova tropa. O foco estará em casos que demandem especialização e melhores equipamentos. O Bope vem para trabalhar de maneira preventiva. Nossas principais missões continuam sendo ocorrências com reféns, artefatos explosivos, assaltos a bancos e outros delitos que fogem da normalidade, afirmou.

Treinamento

Segundo Soares, os PMs passarão, em um primeiro momento, pela mesma formação inicial dos demais policiais. Depois, haverá um exigente processo seletivo, que terá duração aproximada de três meses. O candidato será submetido a uma carga de conhecimento muito grande, visando estar preparado para operações e manuseio de equipamentos e armamentos especiais, para que possa compor, por exemplo, equipes de intervenção tática, no caso de ocorrências com reféns, disse.

Conforme o comandante, os integrantes do Bope aprenderão a trabalhar com fuzis de precisão, a intervir em ocorrências com artefatos explosivos e a manusear equipamentos como raio-x, robôs e cargas explosivas. A base do Bope será em Porto Alegre, junto ao comando da instituição. Para que cheguem de maneira rápida em todo o território gaúcho, os policiais vão usar o Batalhão de Aviação. Hoje já fazemos essa atividade, com equipes de aeronaves patrulhando de maneira preventiva os locais onde a inteligência aponta a possibilidade de um delito de muita repercussão no interior do Estado, explicou o comandante.

Fonte: GaúchaZH
Publicado em: 17/01/19



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