Tropas dos EUA estão treinando para operar obuseiros soviéticos

As tropas norte-americanas, supostamente incumbidas de assessorar e equipar exércitos de países em desenvolvimento, estão aprendendo a operar uma antiga peça de artilharia da era soviética – o obuseiro D-30.

A 3ª Brigada de Assistência à Força de Segurança, sediada no Texas, está aprendendo a operar o obuseiro D-30. O D-30 — uma peça de artilharia de longo alcance que foi amplamente usada durante a Guerra Fria — teria sido escolhida pelas tropas dos EUA para depois ensinar militares estrangeiros a usar este armamento.

O D-30 foi introduzido pela primeira vez em 1963. O obuseiro de 122 milímetros equipou o Exército Soviético, os exércitos da Europa Oriental que integravam o Pacto de Varsóvia e outros exércitos nos países em desenvolvimento. Ele poderia ser conectado a um caminhão e levado a posições de tiro perto do campo de batalha, disparando projéteis a mais de 15 quilômetros de distância, com uma cadência de até oito tiros por minuto em emergências ou quatro tiros por minuto de fogo contínuo. Essa arma também pode ser usada em regime de fogo direto contra tanques inimigos.

O D-30 foi produzido pela União Soviética, China, Egito e Iraque, onde era conhecido como Saddam. Milhares dessas armas ainda estão nos estoques de países em desenvolvimento. Eles são baratos para produzir e armazenar e têm um alcance respeitável, o que os torna uma opção atraente para países sem grandes orçamentos de defesa. 

As novas Brigadas de Assistência à Força de Segurança (SFABs, na sigla em inglês) do Exército dos EUA, projetadas para ajudar a formar forças terrestres estrangeiras, estão realizando treinamentos para operar o D-30 com o propósito de ajudar essas forças a se tornarem exércitos profissionais capazes de combater insurgentes e inimigos externos. O exército afegão usa obuseiros D-30 e o Afeganistão é atualmente o principal destino das SFAB. Essas brigadas precisarão de treinar tropas estrangeiras com o uso de seus próprios equipamentos, o que significa que eles deverão dominar tanto as armas estrangeiras como as suas. 

“Cerca de 65 países, incluindo nossos parceiros e aliados no exterior, usam essa peça de artilharia, então o que precisamos fazer é nos tornarmos especialistas nesses obuseiros. Isso não significa apenas o emprego do obuseiro, mas também a balística. Tudo isso é para cumprir nossa missão de treinar e assessorar adequadamente as forças de segurança estrangeiras”, disse o tenente-coronel Julian Urquidez, comandante do 4º Batalhão de Artilharia de Campo.

JG

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