USAF realiza treino conjunto em Portugal e movimenta mais de US$1,5 milhão na economia local

A Força Aérea Portuguesa também é um dos grande operadores do General Dyna,ics F-16 na Europa. Imagem via Força Aérea Portuguesa.
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Por: Redação OD Europa.

O Embaixador dos Estados Unidos da América (EUA) em Portugal, George E. Glass, visitou a Base Aérea N.º 5 (BA5), em Monte Real, onde se encontra um destacamento norte-americano desde o dia 01 de fevereiro.

Este destacamento, composto por cerca de 300 militares e 18 aeronaves F-16, chega de Spangdahlem, na Alemanha, onde tem a sua base “mãe”. Vai realizar missões de treino com a Força Aérea Portuguesa até ao dia 22 de fevereiro.

Esta é uma oportunidade de trabalhar a interoperabilidade entre forças militares de diferentes nações, potenciando a uniformização de procedimentos e técnicas. Num curto espaço de tempo, é possível a militares portugueses e norte-americanos rentabilizar o seu treino, operando de forma coordenada em cenários mais desafiantes e complexos, com um elevado número de aeronaves em simultâneo.

Além disso, a presença dos militares dos EUA na BA5 tem um impacto na economia local de cerca de 870 mil euros, estima o Comandante da Unidade, Coronel João Gonçalves, mediante consultas ao comércio local: alojamento, alimentação, aluguer de viaturas.

Recorde-se que, em janeiro, a Base Aérea de Monte Real recebeu também um destacamento da Força Aérea da Dinamarca, durante 15 dias, que terá tido um impacto de 288 mil euros na economia local, igualmente de acordo com os dados recolhidos junto dos empresários da região.

Tendo também em conta um destacamento da Marinha dos EUA, em novembro, o impacto económico rondará 1,5 milhões de euros num espaço de quatro meses, salientou o Comandante da BA5.

A Base Aérea N.º5, em Monte Real, acolhe desde o dia 14 de janeiro o Operational Testing and Evaluation (OT&E) da versão S1.1 da aeronave F-16M. Este exercício, inserido num cenário próximo de uma operação real, tem em vista avaliar os melhoramentos de hardware e software daquele sistema de armas, desenvolvidos ao longo de vários meses por parte da comunidade de pilotos de testes e de engenheiros.

Este OT&E é o resultado do esforço coordenado dos cinco países que integram o grupo das European Participating Air Forces (EPAF), composto por Portugal, Bélgica, Dinamarca, Holanda e Noruega, em coordenação com os diversos fabricantes de sistemas, dos EUA, da Dinamarca, de Israel, entre outros.

O Diretor de Testes do OT&E é o piloto português Tenente-coronel Monteiro da Silva, escolhido pelos EPAF pela sua experiência operacional e pelas suas participações anteriores em testes da mesma tipologia.

Por sua vez, Portugal foi selecionado como país anfitrião devido ao reconhecido apoio já prestado pela Força Aérea e pela Base Aérea N.º 5 em exercícios similares, tendo pesado igualmente nesta decisão a flexibilidade e a dimensão do espaço aéreo nacional, bem como as condições atmosféricas tendencialmente mais favoráveis.

Com texto e informações via Força Aérea Portuguesa e Redação Orbis Defense Europa.

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