Zepelim Solar projetado para transportar cargas de forma mais sustentável

Um dia, bem lá atrás na história, o homem criou o Zepelim. Era visto como a promessa do transporte aéreo, era barato, ecológico e muito flexível. No entanto, alguns acidentes de percurso levaram a que este meio de transporte fosse “deixado de lado”. De acordo com a empresa Varialift Airships, é possível recriar o transporte aéreo usando um aeróstato movido a energia solar.

Agora, este renovado Zepelim foi proposto para ser utilizado como uma forma internacional de transporte de mercadorias com baixas emissões.

Conceito Zepelim Solar quer mudar transportes aéreos

Os Zepelins podiam voltar e ser uma peça importante no transporte de carga com um motor movido a energia solar. Atualmente, os aeróstatos são considerados um meio de transporte respeitador do ambiente.

Segundo o CEO da empresa Varialift Airships, Alan Handley, esta aeronave será capaz de fazer um voo transatlântico do Reino Unido até aos Estados Unidos. Nessa viajem irá consumir apenas 8% do combustível de uma aeronave normal. Será alimentado por um par de motores solares e dois motores a jato convencionais.

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Quais as limitações desta aeronave?

Embora a falta de bateria a bordo limite as viagens às horas de luz do dia e a sua velocidade seja apenas cerca de metade da de um Boeing 747, o Zepelim solar da Varialift promete ser muito útil para o transporte de mercadorias.

Segundo os seus responsáveis, esta nave poderá transportar cargas entre 50 e 250 toneladas. Apesar de “ser possível”, não está no horizonte fabricar os modelos maiores com cargas úteis de até 3000 toneladas, mas também não estão excluídos.

Assim, cargas volumosas, tais como postes de eletricidade, pás e torres de turbinas eólicas, ou mesmo estruturas pré-fabricadas, como plataformas petrolíferas, podem ser transportadas. Quer isso dizer que estes veículos terão um limite de peso, mas não um limite de tamanho.

Estes dirigíveis aterrarão nos aeroportos?

Uma rápida leitura na definição de aeróstatos permite-nos perceber que a definição se encaixa como sendo um tipo de balão. Este tem propulsão própria normalmente realizada por um motopropulsor. Assim, por se tratar de um equipamento que descola mais como um balão do que como um avião, o dirigível Varialift também poderia ser útil nesta especificidade, pois não requer uma pista para levantar ou aterrar. Isto poderia torná-lo ainda mais valioso como veículo de entrega em locais com infraestruturas deficientes.

A Varialift ainda não começou a construir o seu modelo de produção. No entanto, um protótipo de cerca de 140 m de comprimento, 26 metros de largura e 26 metros de altura que está a ser fabricado.

Fonte: PPLWARE





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